Movimento de Casais Jovens

Paróquia São Pedro Apóstolo - Ivoti
Mostrando postagens com marcador formação. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Nenhum comentário

Conselhos do Papa Francisco para ir à Missa com crianças

Choros ou gritos das crianças podem atrapalhar, mas a comunidade deve incentivar a participação de toda família




“Chata!” Respondi à minha avó quando me perguntou sobre o que eu havia achado da Missa. Na época, eu tinha uns seis anos. E olha que cresci em uma família católica, freqüentando Missas e catequeses! Recordo que ir à Missa, muitas vezes, representava uma soneca durante a  homilia, pipocas doces e coloridas ou sorvete no fim. Confesso que minha participação não era exemplar, porém, creio que essa liberdade na participação foi ajudando a semear a fé em meu coração e em minha mente.
Conforme concluiu o Concílio Vaticano II, a Eucaristia é a fonte e ápice da vida cristã.  Conscientes da suma importância desse sacramento, muitos pais ficam preocupados se seus filhos estão participando da Missa de maneira adequada ou ainda se não estão atrapalhando as pessoas ao redor. Afinal, olhares de recriminação são rapidamente percebidos. Paciência e coragem! Vejam cinco conselhos do Papa Francisco para continuarmos indo à Missa com nossas crianças:

1. O que fazer quando a criança chora?
“O choro da criança é a voz de Deus, é a melhor oração”, afirma o Papa Francisco. Disse que, quando alguém fica incomodado ao ver uma criança chorando na igreja e pede para retirá-la, está apagando a voz de Deus. “As crianças choram, fazem barulho em todos os lugares. Mas nunca podemos expulsar as crianças que choram na igreja”, completa. Afinal, o pedido de Jesus é claro: “Deixem as crianças virem a mim”.

2. O que fazer quando a criança sentir fome?
“Amamente-os, não se preocupem”, ensina. Muitas mães ficam constrangidas diante da necessidade de alimentar seus filhos. “Vocês mães dão leite às suas crianças e, mesmo agora, se eles chorarem por estarem com fome, amamente-os, não se preocupem”, disse o Papa em uma celebração na Capela Sistina. Nesses momentos, rezem por tantas mães pobres do mundo que não conseguem alimentar sua família.

3. Como ensinar as crianças?
O Santo Padre recorda que tudo depende da atitude que temos para com as crianças. Francisco questiona se o que se ensina às crianças com as palavras é vivido por quem transmite a fé. “Com as palavras não serve… Hoje, as palavras não servem! Neste mundo da imagem, todos estes têm telefone e as palavras não servem… Exemplo! Exemplo!”, exorta o Papa.

4. Como deve ser a oração das crianças?
“Rezem ao Senhor, rezem à Nossa Senhora, para que ajudem vocês neste caminho da verdade e do amor. ‘Vocês entenderam? Vocês vieram aqui para ver Jesus, de acordo? Ou deixamos Jesus de lado?’ (As crianças respondem: ‘não!’). Agora, Jesus vem ao altar. E todos nós O veremos! Neste momento, devemos pedir a Ele que nos ensine a caminhar na verdade e no amor”, ensina Francisco.

5. Coração das crianças: lugar de oração
O Papa destaca ainda gestos muito delicados, como quando as mães ensinam os filhos pequenos a mandarem um beijo a Jesus ou a Nossa Senhora. Falo disso em meu livro ‘Papa Francisco às Famílias, os segredos para a conquista de um lar feliz’: “Quanta ternura há nisso! Naquele momento, o coração das crianças se transforma em lugar de oração. E é um dom do Espírito Santo. Não nos esqueçamos nunca de pedir este dom para cada um de nós, porque o Espírito de Deus tem aquele seu modo especial de dizer, nos nossos corações, ‘Abá’ – ‘Pai’. Ele nos ensina a dizermos “Pai” propriamente como o dizia Jesus, um modo que nunca poderemos encontrar sozinhos.”
Uma graça oferecida a todos

Não entendendo direito o significado do que está acontecendo, os pequenos têm dificuldade de ficar sentados e tranqüilos durante uma hora (tempo que costuma durar uma celebração dominical). Choros ou gritos de crianças parecem interromper a sacralidade das funções. Criança é criança. Não teria sentido fingir uma participação, fazer caras e bocas, já que o significado da celebração se aprende com o tempo.

O que nos consola é saber que, na Missa, há uma graça comunitária e pessoal oferecida a todos. Na Eucaristia, o Espírito Santo transforma pão e vinho em Corpo e Sangue de Cristo, agindo na comunidade para torná-la Corpo no Senhor. Meus pais e avós conseguiram transmitir a mim a fé, minha maior herança. Agora, é minha vez de transmitir a fé ao meu filho e às novas gerações. Claro, não estou sozinho, conto com pessoas mais experientes como meus familiares e amigos de caminhada.

Fonte:http://formacao.cancaonova.com/familia/pais-e-filhos/conselhos-do-papa-francisco-para-ir-missa-com-criancas/

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Um comentário

O que a Igreja ensina a respeito da fecundação artificial?

A fecundação artificial, também denominada "in vitro", consiste na fecundação de um óvulo em proveta, fora portanto do corpo da mulher. Nisso o procedimento é diferente da "inseminação artificial", que acontece mediante a transferência, nas vias genitais da mulher, do esperma previamente recolhido. O juízo moral a respeito de ambas as práticas é negativo, de acordo com o Magistério da Igreja, mas, neste episódio de "A Resposta Católica", apenas a fecundação artificial será objeto de análise.

Vejamos, então, por que razões a Igreja se manifesta contrária a essa técnica de procriação. Os argumentos para rejeitar a fecundação "in vitro" podem ser condensados basicamente em dois, os quais são expressos em duas importantes declarações do Magistério recente da Igreja. Deixamos transcritos abaixo os trechos que consideramos mais relevantes para a abordagem integral da questão.




1. "Um ponto preliminar para o juízo moral acerca de tais técnicas é constituído pela consideração das circunstâncias e das conseqüências que elas comportam em relação ao respeito devido ao embrião humano. A consolidação da prática da fecundação in vitro exigiu inúmeras fecundações e destruições de embriões humanos. Ainda hoje, pressupõe habitualmente uma hiperovulação da mulher: vários óvulos são extraídos, fecundados e, a seguir, cultivados in vitro por alguns dias. Normalmente, nem todos são inoculados nas vias genitais da mulher; alguns embriões, comumente chamados 'excedentes', são destruídos ou congelados. Entre os embriões implantados, às vezes alguns são sacrificados por diversas razões eugênicas, econômicas ou psicológicas. Tal destruição voluntária de seres humanos ou a sua utilização para diversos fins, em detrimento da sua integridade e da sua vida, é contrária à doutrina já recordada, a propósito do aborto provocado.
Freqüentemente verifica-se uma relação entre fecundação in vitro e eliminação voluntária de embriões humanos. Isso é significativo: com esta maneira de proceder, de finalidades aparentemente opostas, a vida e a morte acabam submetidas às decisões do homem que, dessa forma, vem a se constituir doador arbitrário de vida ou de morte. Esta dinâmica de violência e de domínio pode permanecer despercebida por parte daqueles mesmos que, querendo utilizá-la, a ela se sujeitam. Um juízo moral acerca do FIVET (fecundação in vitro e transferência do embrião) deve levar em consideração os dados de fato aqui recordados e a fria lógica que os liga: a mentalidade abortista que o tornou possível, conduz assim, inevitavelmente, ao domínio por parte do homem sobre a vida e a morte dos seus semelhantes, que pode levar a uma eugenia radical.
No entanto, abusos deste tipo não eximem de uma aprofundada e ulterior reflexão ética acerca das técnicas de procriação artificial consideradas em si mesmas, abstração feita, tanto quanto possível, da destruição dos embriões produzidos in vitro." (Congregação para a Doutrina da Fé, Instrução Donum Vitae, sobre o respeito à vida humana nascente e a dignidade da procriação, de 22 de fevereiro de 1987)

2. "Além disso, é eticamente inaceitável para a Igreja a dissociação da procriação do contexto integralmente pessoal do ato conjugal, pois a procriação humana é um ato pessoal do casal homem-mulher, que não admite nenhuma forma de delegação substitutiva. A aceitação pacífica da altíssima taxa abortiva das técnicas de fecundação in vitro demonstra eloquentemente que a substituição do ato conjugal por um procedimento técnico – além de não ser conforme ao respeito devido à procriação, que não se reduz à simples dimensão reprodutiva – contribui para enfraquecer a consciência do respeito devido a cada ser humano. O reconhecimento de tal respeito é favorecido pela intimidade dos esposos, animada pelo amor conjugal.
A Igreja reconhece a legitimidade do desejo de ter um filho e compreende os sofrimentos dos cônjuges angustiados com problemas de infertilidade. Tal desejo, porém, não pode antepor-se à dignidade de cada vida humana, a ponto de assumir o domínio sobre a mesma. O desejo de um filho não pode justificar a 'produção', assim como o desejo de não ter um filho já concebido não pode justificar o seu abandono ou destruição." (Congregação para a Doutrina da Fé, Instrução Dignitas Personae, sobre algumas questões de bioética, 8 de setembro de 2008, n. 16)
O Catecismo da Igreja Católica lembra, enfim, aos casais que não podem gerar filhos que "a esterilidade física não é um mal absoluto" (n. 2379). Embora constitua um fato particularmente doloroso, unidos ao sacrifício de Cristo, os nossos sofrimentos adquirem valor redentor. Além disso, mesmo àqueles casais que não podem oferecer à Igreja filhos gerados de seu próprio ventre, permanece vivo o apelo de Cristo para que se tornem efetivamente pais espirituais, gerando filhos já, não para este mundo terreno e passageiro, mas para a vida vindoura e eterna.


Fonte: https://padrepauloricardo.org/episodios/o-que-a-igreja-ensina-a-respeito-da-fecundacao-artificial


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Nenhum comentário

“O Halloween é o Hosana do Diabo”

“O Halloween é o Hosana do Diabo”





Todo dia 31 de Outubro existe uma festa chamada Halloween, também conhecido aqui no Brasil como o Dia das Bruxas.

Este dia chamado de Halloween é uma data comemorativa que tem sua origem ainda com o povo Celta, dizem que há mais de 2300 anos.
Era uma data que para o povo Celta, por ser o ultimo dia do verão, diziam que os espíritos dos mortos saiam de suas covas e iriam de encontro ao vivos para tomar posse de seus corpos. É claro que o povo, Celta por medo destas almas, decidiram então colocar em suas casas, de preferência na frente das mesmas, objetos que pudessem “assustar” estas almas, e colocavam Caveiras, ossos, bonecos enfeitados e coisas do tipo.
Portanto a origem desta festa é a MORTE, as almas que que se levantam e vem de encontro aos vivos.

Na verdade esta festa esta cheia de realidades que nos apresenta o Ocultismo de frente: Bruxas, Fantasmas, Caveiras e personagens ligados ao terror.
Halloween tem a origem de seu nome que em inglês se diz: “All Hallow’s Eve” (Vigília de Todos os Santos), e atualmente antecede o que para nós Católicos Apostólicos Romanos o Dia de todos os Santos e posteriormente o dia de Finados, ou alguns mais antigos ainda o chama de dia dos mortos.

E ai começa a grande confusão que sempre o Ocultismo quer trazer em meio à nós. Nós Católicos temos o nosso “dia dos mortos” (FINADOS) que é claro tem um outro significado, e para se aproveitarem daquela data que era comemorado o dia dos mortos também para o povo Celta, mas é claro com outro significado, o Diabo na sua esperteza conseguiu introduzir esta festa chamada Halloween.

O grande problema disso tudo é que para os Satanistas, para os Bruxos, para muitas seitas ocultistas, este dia de Halloween não é somente uma data histórica, mas se tornou para eles o GRANDE DIA do DIABO! É o dia em que se reúnem para fazer suas celebrações mais macabras, rituais verdadeiramente satânicos, na qual envolve sacrifícios de animais e se chega a realizar até mesmo sacrifícios humanos.

Não pensem que isso é historinhas sobre satanismo ou coisas do tipo; isso é real e é mais real do que imaginamos. Satanistas e ocultistas de muitos “ramos” utilizam estes dias para profanar o Sagrado de Deus, é o momento de grande exaltação do demônio; e ai muitos procuram ir a igreja e verem se de alguma forma conseguem levar uma hóstia consagrada para tais rituais, com o propósito de ofender a Deus, existe ainda nestes rituais muitas orgias sexuais com as pessoas que lá participam.

Então o que era a mais de 2300 anos atrás uma data que podemos chamar hoje de anti-cristã, pois contraria o principio do cristianismo, hoje se tornou uma festa totalmente pagã. Padre Gabriele Amorth diz:
“Halloween é uma armadilha do demônio. É uma festa nojenta.” e ainda completa: “Trata-se de uma coisa pagã, anticristã e anticatólica.”
Deixamos os nossos filhos se vestirem de diabos, bruxos e bruxas, se pintarem dos mais bizarros personagens trashs da TV Americana, e tudo isso para que? Para que exaltar aquilo que não deve ser exaltado? Qual o intuito de se vestir de diabo, de demônios, de bruxos, magos e coisas do tipo?

Para os satanistas é uma maneira de instigarem as crianças e os jovens a fazerem memória para o mundo daquilo que eles comemoram: o DIA DO DIABO.
Sem contar que o clima de magia no ar para os Jovens fica aguçado, tem jovens que inventam já que estão vestidos assim de fazerem alguns tipos de rituais que viram em filmes, que acharam na internet; abrindo uma grande brecha para o demônio. Isso é muito sério.

A verdade é que este dia se tornou um dia propicio para se cultuar o demônio das mais diversas maneiras que você imaginar.

Enquanto escrevo este artigo, estou conversando com uma jovem que se envolveu de maneira muito profunda com satanismo, e resolvi perguntar a ela se na data de Halloween esta seita que ela participava, faziam algo. Ela me disse que sim, que faziam reuniões com grupos na qual ofereciam sacrifícios aos demônios, e que ela de maneira particular, preferia oferecer do seu próprio sangue, mas que pessoas que não queriam oferecer seu próprio sangue, ofereciam a de animais que lá eram mortos.
Não quero ficar me delongando muito, fazendo diversas comparações e coisas do tipo, mas acho que deu para entender o que se passa na verdade por detras das comemorações que acontecem no dia de Halloween. E que não convém ficarmos participando e fazendo memoria das coisas que representam o próprio MAL.

Mas ao contrário, dia 31 de Outubro, quando se comemora o Dia das Bruxas, é o dia de permanecermos ainda mais em oração, voltados para Deus, intercedendo para que pessoas inocentes não se machuquem com estas práticas sedutoras de Halloween.

Cuidando antes de vestir seus filhos e deixar que eles simplesmente "entrem na brincadeira", antes disso, estejamos atentos a origem de Halloween.

Deus abençoe você!

Artigo de Danilo Gesualdo

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Nenhum comentário

O papel do homem na família





O Catecismo da Igreja ensina que a família é um “sinal da Santíssima Trindade” na Terra; assim, pai, mãe e filhos formam uma comunidade de vida e de amor à imagem de Deus. Por isso, a família é fundamental e insubstituível. Ela é a base de todo plano divino. O homem, o pai, representa a figura de Deus. Seu exemplo e bondade, mas também a firmeza d’Ele, que deve levar os filhos a terem, por analogia, uma visão bela do Senhor, que é amoroso, honesto, puro e desapegado.

A criança precisa ter um pai e uma mãe para poder firmar sua personalidade masculina ou feminina diante da figura paterna e materna. O pai é, sobretudo para os meninos, um modelo de vida, um ponto de segurança e estabilidade. Para a esposa, ele é segurança; ela gosta de “apoiar-se” nele, consolar-se em seus ombros. A mulher chora com facilidade, mas estremece quando vê o homem chorar.

O Papa Paulo VI disse que o marido é a cabeça do casal e a esposa é o seu coração. Ele tem o primado da razão, e ela o do coração. São Paulo pediu aos maridos: “amai as vossas mulheres como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” (Ef 5,25). Então, o marido deve estar pronto a gastar a sua vida pelo bem da sua esposa e dos seus filhos. Já que ele é a cabeça da família, deve estar pronto para todo sacrifício, a fim de que ela seja feliz.
Para isso, ele terá, antes de tudo, de ser um homem fiel à sua esposa em pensamentos, palavras e atos, para que a sua união com ela seja forte e indissolúvel. Qualquer resvalada nisso pode desmoronar o lar.

Um adultério é um câncer na vida conjugal e, na maioria das vezes, é praticado pelo homem. Então, ele precisa ter a graça de Deus para vencer toda fraqueza da carne. Não se esquecer jamais do que Jesus disse: “Vigiai e orai, o espírito está pronto, mas a carne é fraca”. O homem jamais pode brincar com isso e dar-se a “facilidades” com outras mulheres que não seja a sua. Ele precisa vigiar o tempo todo, policiar-se em cada ambiente, sobretudo quando está só. A família é sagrada e não pode correr riscos de dissolução.

Victor Hugo disse que:
“O homem é a mais elevada das criaturas de Deus, mas a mulher é o mais sublime dos ideais. Deus fez para o homem um trono; para a mulher, um altar. O homem é o cérebro; a mulher, o coração. O cérebro produz a luz; o coração produz o amor. A luz fecunda; o amor ressuscita.
O homem é um gênio; a mulher é um anjo. O gênio é incomensurável; o anjo, indefinível. A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher a virtude extrema. A glória promove a grandeza; a virtude, a divindade. O homem tem a supremacia; a mulher, a preferência. A supremacia significa a força; a preferência, o direito.
O homem é forte pela razão; a mulher, invencível pelas lágrimas. A razão convence; as lágrimas comovem. O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher de todos os martírios. O heroísmo nobilita; o martírio purifica. O homem é o código; a mulher, o Evangelho. O código corrige, o Evangelho aperfeiçoa. O homem é o templo; a mulher, o sacrifício. Ante o templo, nos descobrimos; ante o sacrário, nos ajoelhamos. O homem pensa; a mulher sonha. Pensar é ter uma larva no cérebro; sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é o oceano; a mulher o lago. O oceano tem a pérola que adorna; o lago, a poesia que deslumbra. O homem é a águia que voa; a mulher o rouxinol que canta. Voar é dominar o espaço; cantar é conquistar a alma. O homem tem um farol: a consciência; a mulher, uma estrela: a esperança. O farol guia; a esperança salva. Enfim, o homem está colocado onde termina a Terra; a mulher onde começa o Céu”.

Tudo isso mostra que Deus fez homem e mulher um para o outro, e ambos precisam um do outro. E os filhos precisam de ambos.

 Fonte: http://cleofas.com.br/o-papel-do-homem-na-familia/

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Nenhum comentário

A vida sexual dos esposos é o centro da sua vida espiritual

A espiritualidade na vocação matrimonial passa necessariamente pela doação total e recíproca do corpo.






A espiritualidade matrimonial não consiste apenas na oração e nas práticas de piedade feitas em conjunto pelos cônjuges. A vivência da espiritualidade nesta vocação particular passa necessariamente pela doação total e recíproca do corpo. Mais ainda: a união conjugal é o centro e o coração da vida espiritual do matrimônio!

Não é “apesar” da sexualidade que os esposos devem crescer na vida espiritual: é justamente “através” do exercício ordenado da sexualidade, ou seja, em conformidade com a sua finalidade e propósito. A vida sexual dos esposos não pode ser considerada um aparte na sua vida espiritual: pelo contrário, ela faz parte do coração e do centro da espiritualidade conjugal. Esta é a perspectiva da Teologia do Corpo, de São João Paulo II, que pode parecer “surpreendente” e “inovadora” para muita gente que desconhece a verdadeira doutrina da Igreja (gente que, em vez de conhecer a doutrina diretamente em sua fonte, só “fica sabendo” de pedaços dela que são mal apresentados, descontextualizados ou abertamente manipulados pelo assim chamado “jornalismo” laico).

Se é verdade que a mídia presta um serviço muito questionável quando “informa” (?) sobre questões de doutrina católica, também é verdade, por outro lado, que, durante quase vinte séculos, não existiu na Igreja “uma espiritualidade especificamente conjugal”: a literatura espiritual sempre foi abundante para sacerdotes e religiosos, mas bastante menos rica em material que abordasse a grandeza e a profundidade da vocação matrimonial como um caminho específico de santidade. Os casais se viam “obrigados” a alimentar-se de uma espiritualidade que não era especificamente voltada para o seu estado de vida nem para a sua vocação.

Isso não quer dizer que a Igreja não considerasse a sexualidade conjugal uma dimensão da santidade no matrimônio. Mas foi graças à Teologia do Corpo, de São João Paulo II, que ficou mais claro para os católicos que “tanto o matrimônio quanto a entrega de si mesmo aos outros através do celibato pelo Reino envolvem o dom total de si, e que ambas as vocações – matrimônio e celibato – podem conduzir à santidade”.

A espiritualidade das pessoas casadas

É própria dos casais unidos em matrimônio, e não uma simples transposição da espiritualidade de religiosos e religiosas para a vida matrimonial. A espiritualidade matrimonial se articula no aspecto que mais a distingue da vida consagrada: a entrega do corpo.

Quem abraça o chamado ao “celibato pelo Reino”, como Jesus o caracteriza, procura a união com Deus em uma relação direta com Ele. Já no matrimônio a vocação recebida é um chamado ao encontro com Deus através da doação própria a outra pessoa – incluindo nessa doação a própria entrega carnal. É constitutivo da espiritualidade conjugal compartilhar a vivência carnal – que não é só sexual, mas também afetiva, terna e ligada ao conjunto de aspectos que São João Paulo II chamou de “linguagem do corpo”.

E é essencial entendê-lo bem, porque, do contrário, tenta-se viver uma espiritualidade de celibato dentro do matrimônio e os esposos se perdem. Há pessoas casadas que procuram Deus fora do matrimônio ou “apesar” do matrimônio, quando é precisamente a sua vocação ao matrimônio que deveria levá-las a buscar a Deus “através” da doação pessoal de cada cônjuge um ao outro.

Uma espiritualidade “especificamente conjugal”

Depois de séculos focados em revelar toda a beleza da espiritualidade religiosa e sacerdotal, a Igreja é chamada, hoje, a revelar outra dimensão do tesouro que recebeu: a espiritualidade conjugal. Espera-se o equilíbrio entre as duas modalidades possíveis de uma mesma e única vocação de todo homem e de toda mulher: o dom de si próprio, que São João Paulo II chamava de “vocação esponsal” da pessoa. Esta vocação pode realizar-se no dom de si mesmo a Deus, através da vocação esponsal virginal (consagrada, religiosa ou sacerdotal) ou no dom de si mesmo a outra pessoa: a vocação esponsal conjugal.

Os primeiros elementos explícitos da espiritualidade conjugal podem ser encontrados em São Francisco de Sales, mas é principalmente no século XX que começam a surgir movimentos de espiritualidade conjugal. É o caso, por exemplo, do que se iniciou na França por influência do padre Caffarel e das Equipes de Nossa Senhora.

Além da procriação: a importância do ato conjugal

O ato conjugal não pode ser reduzido a uma simples necessidade voltada a gerar vida. Tanto a procriação como a comunhão dos esposos são fins do ato conjugal e estão intrinsecamente unidas: a comunhão dos esposos faz com que eles queiram gerar vida, já que toda comunhão autêntica tende à fecundidade. Além disso, o dom da vida completa e aperfeiçoa a comunhão dos esposos. Os dois significados do ato conjugal, condicionados um ao outro, devem, portanto, ser mantidos juntos, como já pedia Paulo VI na encíclica Humanae Vitae, de 1968.

A união entre espiritualidade e sexualidade é um desafio para todo matrimônio autenticamente cristão – mas não é impossível. Pelo contrário: a Igreja estaria nos enganando ao nos apresentar o matrimônio como uma vocação cristã à santidade se não fosse possível unir a sexualidade e a espiritualidade.

O matrimônio como vocação inferior? De jeito nenhum!

São João Paulo II declarou enfaticamente que, “nas palavras de Cristo sobre a castidade ‘pelo reino dos céus’, não há nenhuma referência a uma ‘inferioridade’ do matrimônio no tocante ao corpo ou à essência do próprio matrimônio (o fato de que o homem e a mulher se unam para se tornar uma só carne)”. E de novo: “O matrimônio e a castidade [‘pelo Reino’] não são opostos e não dividem a comunidade humana e cristã em dois campos: o dos ‘perfeitos’ graças à castidade [vivendo em celibato] e o dos ‘imperfeitos’ ou menos perfeitos por ‘culpa’ da realidade da sua vida matrimonial”. Não se pode ser mais claro! No entanto, é verdade que a prática total dos votos de pobreza, castidade e obediência da vida religiosa permitem chegar com maior facilidade à caridade plena, que é a única medida válida da vida cristã.

Quanto à santidade “sozinho” ou “em casal”, vale recordar um provérbio que diz que “sozinho se chega rápido, mas acompanhado se chega longe”. Quando há dois, é preciso levar o outro em conta para ambos avançarem juntos. Tentações não faltam para fugir desta exigência do matrimônio… Aliás, quem não se sente chamado a avançar assim na vida cristã é porque, talvez, não tenha a vocação matrimonial – e isso é perfeitamente legítimo, já que é bem claro que nem todos recebem de Deus a mesma vocação.

Perdão e comunhão conjugal

Não há limites para o perdão, que é premissa da comunhão. É o perdão que permite a perpétua restauração da comunhão. Os atos negados de perdão vão levantando uma montanha que separa o casal. Pedir perdão e perdoar é tarefa de todos os dias, porque todos os dias se causa alguma pequena ferida.

Fonte:http://pt.aleteia.org/2016/03/21/


quinta-feira, 7 de julho de 2016

Nenhum comentário

5 motivos que mostram que yoga é incompatível com cristianismo


A yoga está baseada em uma filosofia e em uma visão que não são compatíveis com a fé cristã. As seguintes chaves resumem as publicações dos especialistas Joel S. Peters e Pe. James Manjackal a respeito do tema.






1. A yoga é uma disciplina espiritual hindu e não só posturas ou exercícios físicos

A palavra yoga deriva da raiz sânscrita “yuj” que significa “união”. O objetivo da ioga é unir o eu transitório (temporal), ou “jiva”, com o (eu eterno) infinito, ou “Brahman”, o conceito hindu de Deus.
Este deus não é um deus pessoal, mas uma substância impessoal espiritual que é “um só com a natureza e o cosmos”. Brahman é uma substância impessoal e divina que “impregna, envolve e subjaz em tudo”.
A yoga não é apenas um conjunto de posturas e exercícios físicos, mas uma disciplina espiritual que busca levar a alma ao “samadhi”, ou seja, aquele estado no qual o natural e o divino se transformam em um, o homem e Deus chegam a ser um sem nenhuma diferença.

2. É panteísta e, portanto, incompatível com o cristianismo

O panteísmo é aquela visão na qual deus e o mundo são um só. No hinduísmo existe uma realidade única e todo o resto é uma ilusão (ou Maya), ou seja, o universo é entendido como uma energia eterna, divina e espiritual, onde todos os indivíduos que existem – inclusive os humanos – são suas extensões.
A yoga é o caminho que conduz o praticante (varão=yogi, mulher=yogini) com esta energia cósmica.
Por outro lado, no cristianismo, através da revelação contida na Tradição e nas Sagradas Escrituras, conhecemos a verdadeira natureza do homem como criação única de Deus, criado a sua imagem e semelhança; onde nem o homem nem o universo criado são divinos.
No hinduísmo, o bem e o mal são ilusórios (Maya) e, portanto, inexistentes; enquanto no cristianismo, o pecado é uma transgressão da lei de Deus e o rechaço de nosso verdadeiro bem. Além disso, é inseparável para nossa fé porque é a razão pela qual necessitamos um Salvador. A Encarnação, a Vida, a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus são meios de salvação para os cristãos, ou seja, para nos libertar do pecado e de suas consequências.

3. Não é possível separar a espiritualidade hindu da prática da yoga

É um erro acreditar que praticando ioga só conseguirão benefícios corporais sem ser afetado pelo seu fundamento espiritual.
Isto acontece porque a ioga não trata essencialmente do relaxamento ou da flexibilidade, mas de utilizar os meios físicos para um fim espiritual.
Como explica o apologista Michael Gleghorn, há especialistas em ioga, como Georg Feuerstein e Jeanine Miller, que ao falar sobre as posturas desta prática (asana) e dos exercícios de respiração (pranayama) assinalam-nas como algo mais que simplesmente outra forma de exercício: são “exercícios psicossomáticos”, isto é, que o processo de origem psíquica também influencia no corpo.
O reconhecido investigador sobre yoga, Dave Fetcho, também assinala que a filosofia oriental é interdependente com a prática da ioga:
“A yoga física, segundo sua definição clássica, é intrínseca e funcionalmente incapaz de ser separada da metafísica das religiões orientais. O praticante ocidental que tentar fazer isto está fazendo com ignorância e em perigo, tanto do ponto de vista do iogue como do ponto de vista cristão. (Ioga; 725:2)

4. Sim, a Igreja Católica se pronunciou sobre o tema

Na “Carta aos bispos da igreja católica acerca de alguns aspectos da meditação cristã” de 1989, a Congregação para a Doutrina da Fé, embora não condene expressamente a ioga, assinala no numeral 12 que é necessário ser prudente com a prática de “métodos orientais”, inspirados no hinduísmo e no budismo:
“Estas propostas ou outras análogas de harmonização entre a meditação cristã e as técnicas orientais, deverão ser continuamente examinadas mediante um cuidadoso discernimento de conteúdos e de método, para evitar a queda num pernicioso sincretismo”.
O numeral 14 explica que a noção de que os seres humanos se unam “com uma consciência cósmica divina” contradiz os ensinos da Igreja:
“Para aproximar-se daquele mistério da união com Deus, que os Padres gregos chamavam divinização do homem, e para compreender com precisão as modalidades segundo as quais ela se realiza, é necessário ter presente, em primeiro lugar, que o homem é essencialmente criatura e tal permanece para sempre, de modo que jamais será possível uma absorção do eu humano pelo Eu divino, nem sequer nos mais elevados graus de graça”.
Em 2003, o Conselho Pontifício da Igreja Católica para o Diálogo Inter-religioso publicou um documento intitulado “Jesus Cristo portador da Água da Vida”, no qual descreve a ioga como uma das muitas práticas da New Age (Nova Era) e que é “difícil de reconciliar com a doutrina e a espiritualidade cristã”.
No numeral 3 explica por que o da ioga não ajuda na meditação e na oração cristã:
“Para os cristãos, a vida espiritual consiste em uma relação com Deus que vai se tornando cada vez mais profunda com a ajuda da graça, em um processo que ilumina também a relação com nossos irmãos. A espiritualidade, para a New Age, significa experimentar estados de consciência dominados por um sentido de harmonia e fusão com o Todo. Assim, ‘mística’ não se refere a um encontro com o Deus transcendente na plenitude do amor, a não ser à experiência provocada por um voltar-se sobre si mesmo, um sentimento exultante de estar em comunhão com o universo, de deixar que a própria individualidade entre no grande oceano do Ser”.

5. A origem da yoga remonta aos “vedas” e existe mais de um tipo

Embora suas origens remontam há 5 mil anos e durante muito tempo seus princípios foram transmitidos oralmente, a yoga foi colocada por escrito e apareceu publicamente nos 4 antigos textos hindus conhecidos como os Vedas (depois nos Upanishads).
Alguns anos depois, o pensador hindu Patañjali compilou e codificou todo o conhecimento da yoga no Ioga Sutra, o texto de mais autoridade sobre este tema, reconhecido por todas suas escolas.
Patañjali explicou em seus escritos as 8 vias que guiam as práticas da yoga, da ignorância à “iluminação” ou união com Brahman. São estas: o autocontrole (yama), a prática religiosa (niyama), posturas (asana), exercícios de respiração (pranayama), controle dos sentidos (pratyahara), concentração ou controle mental (dharana), contemplação profunda (dhyana), iluminação (samadhi).
É interessante observar que as posturas e os exercícios de respiração que normalmente são considerados no Ocidente como toda a yoga, são os passos que procuram a união com o chamado Brahman.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Nenhum comentário

As riquezas do Vaticano


A Igreja realmente é tão rica quanto comentam por aí? Você tem interesse em tirar essa dúvida? Abaixo segue um vídeo sensacional que vai lhe ajudar a entender e lhe permitir ter argumentos, caso venha precisar. 




A alegação de que o Vaticano - a Igreja Católica, por conseguinte - tem muito ouro e dinheiro, e que deveria, portanto, ajudar os pobres, é muitíssimo utilizada por seus detratores. Mas, de onde vem essa ideia?

Num passeio pelo Vaticano é possível realmente acreditar na falsa acusação de que a Igreja é riquíssima, pois, de fato, ali se vêem muitas obras de arte. Trata-se de um patrimônio acumulado ao longo de dois mil anos de história e que não pode ser comercializado. Faz parte do acervo da Humanidade e, para sua manutenção, requer grandes recursos também, tais como funcionários, tecnologia adequada etc. Este é um ponto a ser considerado.

A Igreja Católica, enquanto instituição jurídica, é descentralizada, ou seja, cada diocese é responsável pela arrecadação financeira, bem como tem autonomia para dispor desses haveres da forma como bem entender.

Essas dioceses muitas vezes têm um orçamento bem maior que o do Vaticano. E em muitas ocasiões são chamadas a socorrê-lo financeiramente, como foi o caso noticiado pela Folha de São Paulo, no dia 10 de julho de 2010.

Apesar disso, é notória a intensidade da atividade caritativa da Igreja Católica Apóstólica Romana. Numa rápida pesquisa é possível verificar que ela é a entidade que mais faz caridade no mundo. Por meio de seus hospitais, creches, fundações, leprosários, escolas... Muitos homens e mulheres foram canonizados justamente pela doação aos pobres e pela criação de mecanismos para diminuir o sofrimento dos menos favorecidos.

A Igreja sempre cuidou dos desamparados, das viúvas, dos rejeitados. Suas instituições sempre acolheram, alimentaram e educaram aqueles que mais precisavam. Mesmo em tempos de dificuldade. A História comprova esta afirmação.


Todos os anos, por ocasião da festa de São Pedro e de São Paulo, o mundo dispõe com generosidade de doações para o chamado Óbulo de São Pedro, que é apenas uma das maneiras encontradas pelo Papa para arrecadar fundos para ajudar os pobres e necessitados do mundo todo.

No vídeo abaixo o Padre Paulo Ricardo comenta de uma reportagem da Folha de São Paulo do ano de 2010, relatando que o Vaticano possuía déficit orçamentário pelo terceiro ano consecutivo, ou seja, o Vaticano fechou as contas de 2007, 2008 e 2009 no vermelho. Nos últimos anos, no entanto, o Vaticano conseguiu colocar "as contas em dia". 
Trazemos essa reportagem a tona, para que os católicos saibam e entendam a realidade da Igreja e não venham a acreditar naquilo que ouvem por aí. 

Convidamos você a assistir o vídeo de apenas 10 minutos que traz uma ótima explicação sobre o assunto: 



segunda-feira, 27 de junho de 2016

Nenhum comentário

Devo acreditar/repassar "correntes de oração" que recebo pelos meios eletrônicos?


As conhecidas “correntes de oração" – em que as pessoas pedem que se propague a devoção a um santo, sob a pena de maldição e desgraças – saíram dos bancos das igrejas e estão nos meios eletrônicos. Recebemos por e-mail, facebook, whatsApp, etc... Ainda que se admita, benevolamente, que essa iniciativa possa ter nascido com boa intenção – a de fazer crescer o amor a determinado santo –, o que se encontra em boa parte dessas correntes é uma realidade chamada superstição.

Superstição vem do latim superstitio, que quer dizer: remanescente, algo que sobrou. O mundo antigo foi evangelizado pelo Cristianismo, mas, infelizmente, em muitos lugares, ficaram resquícios da antiga religião, do paganismo. A superstição é isto: restos de mentalidade pagã na vida de pessoas já convertidas.

O Catecismo da Igreja Católica diz que esse pecado contra a virtude da religião acontece quando se atribui “eficácia exclusivamente à materialidade das orações ou dos sinais sacramentais, sem levar em conta as disposições interiores que elas exigem". Quando, por exemplo, um fiel, ao invés de converter-se e abandonar o pecado, acredita que vai se salvar porque usa o escapulário do Carmo, está pondo sua esperança na “materialidade" desta devoção, ao invés de assumir as “disposições interiores" que ela exige.

Do mesmo modo, quando se encontra, no banco de uma igreja, papéis lançando maldições caso cópias daquela oração não forem feitas e distribuídas em várias igrejas, não se deve temer. Esses tipos de ameaça certamente não têm lugar na verdadeira religião cristã. Os santos não precisam desse tipo de propaganda negativa para terem sua fama espalhada entre as pessoas.

É claro que é importante propagar a devoção e o amor aos santos: desse modo, eles podem ser conhecidos e invocados pelas pessoas, além de atuar como suas benfeitoras, do Céu, onde se encontram. Entretanto, essa propaganda não deve ser feita de modo supersticioso. As orações que fazemos devem comportar uma disposição em fazer a vontade de Deus. Quando Jesus nos ensinou a rezar, Ele disse: “seja feita a Vossa vontade", isto é, a divina, não a nossa.

No frontispício de uma dessas correntes de oração dedicadas a São Judas Tadeu, encontrava-se a seguinte absurdidade: “Eu quero, eu posso, eu faço, eu consigo". O verdadeiro Cristianismo não é assim: para que nossas orações sejam atendidas, é preciso que as conformemos à vontade de Deus; que o nosso coração deseje tão somente aquilo que Ele, desde toda a eternidade, quer nos conceder.

Bem, não podemos negociar com Deus graças ou pedidos; Ele sabe o que é melhor para nós. A corrente é uma espécie de superstição pois acreditam que se for quebrada Deus não atenderá nossas preces, ora isso é um absurdo, pois Deus no seu plano de amor fará o que for melhor para nós. Se Ele acha que merecemos ele nos dará, se não recebermos, é porque algo maior e melhor Ele providenciará.

Segue vídeo que retrata o tema: 



terça-feira, 21 de junho de 2016

Nenhum comentário

Catolicismo x Espiritismo




Segundo a Federação Espírita do Brasil, o "espiritismo é o conjunto de princípios e de leis,revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec que constituem a Codificação Espírita". A revelação é por eles obtida pela invocação dos mortos, cujos espíritos seriam aqueles mencionados na definição. Esta é só a primeira das muitas incompatibilidades existentes entre o espiritismo e o cristianismo.

De forma prática, um espírita não pode ser considerado cristão pois não crê nas verdades básicas do Cristianismo. Basta observar rapidamente os princípios que o regem para perceber a enorme diferença entre ambos.

A Sagrada Escritura, para eles, é um documento histórico que contém aspectos de verdade. Um livro cujo conteúdo moral deve ser seguido. A Palavra de Deus, para os católicos, é uma pessoa. É Jesus Cristo, que se fez carne e habitou entre nós. A Bíblia é uma forma de transmitir e receber a presença da pessoa que é Jesus. Ele é a Revelação do Pai. É o centro, o cume e o ápice da revelação divina, pois é o próprio Deus.

Da mesma forma, os católicos creem que Jesus Cristo é Deus Encarnado. A segunda pessoa da Santíssima Trindade. O homem não poderia, por sua própria capacidade, alcançar Deus, ir até Ele. Assim, em sua infinita bondade e misericórdia, Deus se fez homem e habitou entre nós, na pessoa de Jesus Cristo.

A Igreja, para os católicos, é o Corpo de Cristo. Jesus é a cabeça e a Igreja é o seu corpo vivo inserido na história. Para estar em plena sintonia com Cristo é preciso ser membro da Igreja. Assim, o Cristianismo não é apenas uma doutrina, mas um acontecimento, pois o próprio Deus encarnado irrompe na história temporal e se encontra com o homem.

Além disso, Jesus Cristo é o Salvador. A sua morte na Cruz significa a redenção. Nas religiões pagãs é o próprio homem quem se salva; por isso, o espiritismo pode ser encaixado como pagão, ao pregar a reencarnação.

Trata-se de um outro mundo, completamente diferente. O espiritismo é o avesso do cristianismo. Não é possível ser católico e espírita, pois estes últimos não são cristãos, eles não acreditam que Jesus seja Deus, que Ele morreu e ressuscitou, que é o Salvador do mundo, não acreditam na Igreja, nos sacramentos, nos demônios - que para eles seriam apenas almas desencarnadas num estágio inferior -, nem nos anjos - que seriam apenas almas desencarnadas num estágio superior -, nem mesmo na intercessão dos santos, nem num lugar de destaque onde estão os santos e santas de Deus. Enfim, é tudo muito diferente.

Se é assim, por que tantos espíritas se dizem católicos? Por desonestidade dos dirigentes, os quais usam a propaganda de que não há incompatibilidade para ‘pescar’ católicos ingênuos e mal formados.

Seria muito salutar para ambos os lados se fosse informada a realidade pungente de que existe sim uma profunda e irremediável incompatibilidade entre o espiritismo e o catolicismo, pois são religiões em tudo diferentes e que não é possível pertencer às duas.

Abaixo segue vídeo esclarecedor sobre o tema: 




segunda-feira, 13 de junho de 2016

Nenhum comentário

Um cristão acredita em horóscopo?


Um verdadeiro cristão não acredita em horóscopo. Ainda que se trate de uma das práticas supersticiosas mais difundidas em nossa sociedade, o horóscopo não serve para predizer os futuros atos livres das pessoas. Além disso, o futuro não é efeito dos movimentos ou posições dos astros.





O Catecismo da Igreja Católica é taxativo ao afirmar que os horóscopos devem ser rejeitados.

Sim, o Catecismo da Igreja Católica afirma que “todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas”. Pois bem, entre as variadas formas de adivinhação, o Catecismo menciona as seguintes: “recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas supostamente ‘reveladoras’ do futuro. A consulta dos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenômenos de vidência, o recurso aos ‘médiuns’, tudo isso encerra uma vontade de dominar o tempo, a história e, finalmente, os homens, ao mesmo tempo que é um desejo de conluio com os poderes ocultos. Todas essas práticas estão em contradição com a honra e o respeito, penetrados de temor amoroso, que devemos a Deus e só a Ele” (CIC 2116).
Querer conhecer o futuro é pretender ser igual a Deus – pretensão tão soberba quanto absurda. Devemos confiar nossa vida à Providência divina, confiar em Deus como o Pai que Ele é.

Mas a consulta aos horóscopos não deve ser rejeitada somente “porque a Igreja diz”: existem outros motivos.
Primeiramente, devemos dizer que a crença em horóscopos é perigosa; é quase como acreditar em outra religião. Existem pessoas que tentam nos fazer acreditar que não somos livres, mas que estamos determinados em tudo pelo nosso signo do zodíaco. Não seria a pessoa quem realiza sua própria vida, mas todo o seu agir estaria dirigido por uma força estranha proveniente das estrelas. 
Nada do que os horóscopos afirmam está cientificamente provado. O que dizem sobre os sagitarianos hoje, por exemplo, dirão sobre os piscianos amanhã. É triste o fato de que continuem escrevendo horóscopos; mas pior ainda é saber que existem pessoas que acreditam em tudo o que leem.

O que se pode fazer no campo da educação, particularmente na formação espiritual? 
É preciso instruir a inteligência e a consciência. O horóscopo é efeito da antiga astrologia, não da astrologia natural, que é mãe da astronomia; trata-se da astrologia judiciária, que se empenhava em descobrir a influência dos astros sobre o destino dos homens e das coisas. 
Neste sentido, é preciso situá-lo dentro do fenômeno mais amplo das “artes da adivinhação”, entre as quais a adivinhação do que ocorreria a cada hora tinha muito peso entre os persas e os egípcios (“oros-scopeo” significa “horas-olhar”). Os antigos astrólogos observavam o universo a cada hora, cada dia, cada período, esperando encontrar nisso desde a previsão do clima até as causas ou os avisos sobre os acontecimentos sociais, bélicos, religiosos ou sanitários.

Também é preciso analisar os traços históricos da astrologia e reconhecer seus efeitos na cultura. A astrologia judiciária se dividiu, às vezes, em vários setores: a mundial, que vê os processos na história e na política; a genética ou individual, para predizer os acontecimentos pessoais; a horária ou de consultório, que busca a resposta, mediante consulta, para perguntas concretas de pessoas interessadas.

É evidente que a predição prospectiva, a análise dos resultados que dependem de variáveis observáveis, mais do que adivinhação, é predição e previsão, com mais ou menos grau de probabilidade. Assim acontece com o tempo atmosférico ou com a evolução de uma doença. Mas a predição do que ocorre por causas livres é evidentemente um engano, uma predição jogando ao azar, ao cálculo de probabilidades, que é o que acontece nas casas lotéricas e na maior parte dos prognósticos humanos.

Finalmente, convém também ensinar cada pessoa a se desfazer de superstições e crenças que possam prejudicar a convivência. Tal pode ser o cultivo de atitudes deterministas ou fatalistas, sejam teológicas (Deus decide tudo sem nós), biológicas (o corpo tem mecanismos cegos e irresistíveis) ou sociológicas (o homem depende das suas circunstâncias). Evitar isso também é ajudar a lutar pela liberdade na vida e, portanto, trabalhar pela conquista do amor como dom que os homens podem vivenciar.

Por isso, é importante ajudar todos a defender-se dos que propagam os horóscopos, que são adivinhadores e astrólogos que geralmente pretendem viver explorando a credulidade dos ingênuos e buscando ganhar dinheiro à custa disso.

A atitude da Igreja com relação aos horóscopos sempre foi de condenação sem paliativos. A Igreja sempre condenou e rejeitou todo o relativo a adivinhação, espiritismo e cultivo de crenças vãs. Recordou sempre que o mundo foi criado por Deus e se rege pelas leis naturais e pelos cuidados especiais da Providência.

Em tempos antigos, já houve sínodos e concílios, como o de Toledo (ano 400) e o de Braga (em 561), que rejeitaram frontalmente o culto ou cultivo da astrologia.

Para viver, as pessoas precisam de esperança, serenidade, algo em que apoiar-se. Os que acreditam que Deus é providente e reconhecem que tudo o que acontece é porque Ele quer ou permite, não precisam de outros apoios. Os que não têm esse eixo fundamental em seu pensamento buscam, com mais ou menos afinco, segundo sua cultura e sua sensibilidade, os caminhos do azar, da aventura, para esconder suas desventuras, sobretudo quando se sentem em perigo ou são desconfiados. “Mundus vult decipi”, diziam os antigos, isto é, “o mundo quer ser enganado”.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Nenhum comentário

Benefícios do método de ovulação Billings


Continuando as formações sobre o Método Billings, abaixo seguem alguns benefícios de sua utilização: 



Sem efeitos colaterais: O Método de Ovulação Billings não modifica nem prejudica o funcionamento do corpo. Por ser natural, não traz os problemas muitas vezes causados pelos métodos químicos, como dor de cabeça, aumento de peso, perda da libido, entre tantos outros.

Ajuda a monitorar a saúde reprodutiva: Permite observar a ação dos hormônios em cada período do ciclo menstrual e perceber rapidamente qualquer sinal de alteração ou mau funcionamento do sistema reprodutor feminino.

Sem custos: Para ser usuário basta procurar a orientação de um instrutor habilitado e fazer a anotação diária das sensações em um simples gráfico.

Responsabilidade compartilhada: Marido e mulher aprendem a reconhecer, a cada dia, se estão férteis ou não, e decidem juntos se terão relações sexuais, conforme queiram engravidar ou espaçar uma gravidez. Os esposos tomam para si a responsabilidade e o controle sobre o seu planejamento familiar, não tendo que confiar essa importante função a medicamentos ou dispositivos que muitas vezes falham.

Aprofunda a intimidade: Os períodos de abstinência podem ajudar o casal a descobrir novas maneiras de expressar seu amor. Favorecem o diálogo e um conhecimento mais profundo e completo do outro, desenvolvendo a intimidade e melhorando a qualidade das relações sexuais.

Exercita o verdadeiro amor: Permite assegurar o bem do outro, preocupar-se com o que o outro necessita, doar-se quando a ocasião o requer. O controle dos impulsos, em geral, e dos impulsos sexuais, em particular, favorece o crescimento do amor do casal, pois confirma o amor existente entre esses.

Abertura à vida: Muitos casais com razões para evitar uma gravidez abrem suas portas a um novo filho depois de alguns meses de uso do método, pois enriquecem sua afetividade, melhoram sua harmonia conjugal, e começam a perceber o grande dom que é transmitir a vida, querendo tornar-se participantes deste dom.



Sexualidade integral: O respeito aos ciclos naturais e a abertura à vida são caminho para compreender e viver a sexualidade de maneira completa e livre, de acordo com a verdadeira vocação dos esposos, que santifica e realiza plenamente. Proporciona ao casal encontros pessoais cada vez mais profundos, encontros que os fazem ser cada vez mais “uma só carne”.


Reforçando: Para um casal se tornar usuário do Método Billings, é aconselhável que procure um casal orientador cadastrado na CENPLAFLAM (CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE PLANEJAMENTO NATURAL DA FAMÍLIA). Disponibilizamos aqui o e-mail do departamento de comunicação do MCJ, caso alguém tenha interesse em saber quem são os casais orientadores da Diocese de Novo Hamburgo, nos contate que estaremos enviando os nomes e telefones. 


E-mail: comunicacao.mcj.iv@gmail.com 

Encerramos aqui as postagens sobre o MOB, o intuito não foi de aprofundar o assunto, mas sim de comunicar aos casais que o método existe, que é seguro e comprovado cientificamente! Ficamos a disposição para maiores esclarecimentos!


segunda-feira, 6 de junho de 2016

Um comentário

Método Billings: Perguntas e respostas.

Continuando as formações sobre o Método Billings, hoje estamos trazendo uma entrevista com o Dr. Agostino Bertoldi, médico, presidente da Confederação Nacional de Planejamento Natural da Família (Cenplafam) de Curitiba (PR), que nos aponta a opção pelo método natural como forma de planejar uma família aberta à vida, inclusive sendo utilizado por casais com dificuldades para engravidar. Dr. Agostinho Bertoldi trabalha, há 25 anos, junto aos casais no planejamento natural.







O método Billings funciona? Qual o seu fundamento científico?

Dr. Agostinho Bertoldi – O planejamento natural da família é um complexo que atinge a fecundação do casal. E a base da aplicação do método natural que mais trabalhamos é o método de Ovulação Billings. O método de Ovulação Billings tem uma eficácia no sentido de dar segurança e garantia aos casais, equivalente a qualquer outro método. Quando ele é bem compreendido e aplicado pelo casal, a eficácia é próxima a 100%. Nenhum método dá uma eficácia de 100%, mas a eficácia do método natural se aproxima muito dos 100%.
A gente deve entender o seguinte: porque o método é bom, cientificamente bem estruturado, com eficácia segura e como ele atende a todas as linhas doutrinárias dos princípios da Igreja sobre a geração dos filhos, então a Igreja aprova o método natural. Não é um método da Igreja, porque ele não surgiu no seio da Igreja, mas no seio da comunidade cientifica. Vários pesquisadores e a literatura médica registra toda essa evolução dos métodos naturais, não só do Billings, mas o da temperatura e do Ogino Knaus. São métodos que tem um embasamento científico seguro e tem todo respaldo científico. Infelizmente, ficou uma interpretação errônea de que ele seria um método da tabelinha. Na estruturação do método de ovulação Billings participaram alguns nomes de destaque da pesquisa e medicina mundial, como o Dr. Eric [Odeblad], que é considerado a principal autoridade médica e científica no estudo do muco cervical e esse pesquisador faz parte da equipe do Billings. E assim, outros médicos, como Dr. Brown e o próprio Dr. Billings. Ele era um ‘católico de Bíblia’, praticante, um homem extraordinário com sua esposa Evelyn. Eles trabalharam a questão no campo científico. E por ser um trabalho sério e seguro é que a Igreja aconselha seus casais para que considerem a alternativa natural através do método de Ovulação Billings.

Como fazer com o que os casais entendam que não se trata de um método para se evitar filhos, mas para planejar também?

Dr. Agostinho Bertoldi – Os métodos artificiais ou dito contraceptivos, o próprio termo está definindo o objetivo do método, ou seja, são métodos contra a concepção. E é só no método natural que o casal tem a possibilidade de usar ou para evitar uma gravidez, porque o casal está fazendo um planejamento no momento mas tem a possibilidade de gerar uma vida e usa o método para espaçar uma gravidez, ou para postergar uma gravidez para que ela aconteça no momento mais favorável da vida do casal.
No nosso centro de Curitiba, temos um convênio com a Secretaria Municipal de Saúde, para casais que estejam com alguma dificuldade para obter uma gravidez. Através do centro de saúde eles são encaminhados para o nosso centro de planejamento. Marido e mulher são orientados, tanto no sentido da fertilidade como no apoio psicológico. Nós temos psicólogos que dão todo apoio a esses casais, que muitas vezes já estão um pouco estigmatizados, com medo da esterilidade. Temos, no nosso centro, uma estatística que se aproxima de 150 nascimentos de casais que eram rotulados como estéreis e impossibilitados de uma gravidez. Muitos deles já tinham, inclusive, passado por centros de reprodução e não obtiveram sucesso. Com a atenção dada a eles no centro de planejamento natural, aliando conhecimento do método natural com atendimento psicológico, eles obtiveram a tão esperada e sonhada gravidez.

Existe alguma restrição? Ou todas as mulheres, inclusive as que não tem um ciclo regular, podem fazer?

Dr. Agostinho Bertoldi – Como o método não é de conta de calendário, não enquadra a mulher com seus ciclos numa regra fixa, mas é personalizado e se adapta à condição fisiológica de cada mulher, a cada ciclo. Nós estamos vivendo tempos em que uma série de fatores (fatores muito estressantes na vida da mulher e com as mudanças nos padrões de vida feminina), [fazem] os ciclos ter algumas variações. Mas como o método da ovulação se baseia na observação, nos fenômenos fisiológicos que acontecem no organismo feminino, o método traduz para a mulher, através dos seus sintomas, o que está acontecendo no interior do seu organismo, como a hipófise está funcionando, como está se relacionando com os ovários, como estes estão se relacionando com o útero, com as glândulas do canal cervical produzindo o muco…

Toda essa integração acontece no organismo feminino e tem algumas variáveis, mas como o método da ovulação não é restritivo, ele se aplica em qualquer situação, em qualquer ciclo e, às vezes, até em várias fases da mulher. Se aplica até quando o casal já definiu o número de seus filhos, mas pode continuar usando o método para ajudar na fecundidade do amor do casal. Depois da fecundidade biológica, ele consegue alimentar o amor do casal para que viva bem e para que trate de modo amoroso os seus filhos.

O método é indicado também para um autoconhecimento. As mulheres que não estão fazendo um planejamento familiar, tem algum benefício?

Dr. Agostinho Bertoldi – A gente tem experiência, em cursos e encontros de noivos, quando perguntamos se alguma noiva sabe se está ovulando e se teriam condição de dizer de algum elemento efetivo para esta definição. Praticamente nenhuma tem conhecimento. E quando a gente diz “se vocês nem tem conhecimento se tem ciclos ovulatórios ou não, vocês tomando pílula e sabendo o mecanismo de ação, estão inibindo uma função que nem ter certeza se tem”, elas ficam todas assustadas. Quando damos no curso todas as informações bem detalhadas e cientificamente bem corretas, elas ficam muito atentas e descobrem que podem, a partir da sua menstruação, a partir dos sintomas da ovulação, conhecer melhor como funciona o seu organismo.
Às vezes, o método é até aconselhável a adolescentes, não como método a ser usado, mas como método de transmissão de saber, pois como tudo hoje fica mais precoce, é melhor que aprendam direitinho e do modo correto. As moças, principalmente, devem aprender também a se conhecer para valorizar mais o seu corpo, a natureza das funções.

Se a mulher fizer o método sem o marido, a eficácia é a mesma?

Dr. Agostinho Bertoldi – A gente insiste que o método natural é um método do casal e não só da mulher. E isso o difere muito de um método contraceptivo, em que a mulher pode tomar a pílula independente da participação ou da anuência do marido. Para que o método tenha realmente eficácia, deve ser do casal. Se o marido se nega a participar, a compreender e a entrar na descoberta do ciclo dos períodos férteis e inférteis, então fica muito difícil. A gente, muitas vezes, diz se é justo colocar sobre a mulher a carga de levar um planejamento natural sem a participação, a aprovação e a colaboração do companheiro. Essa diferença é esse essencial: é um método do casal.

O casal consegue desenvolver o método sem uma instrutora? Como proceder em regiões onde o número de instrutores não é suficiente para atender à toda aquela população?

Dr. Agostinho Bertoldi – Eu tenho dito: não adianta pregar a doutrina sem os instrumentais que a viabilizem. Eu tenho dito aos nossos padres e bispos que, se eles querem que os casais se motivem, sigam a Doutrina e façam um bom planejamento com responsabilidade, que criem condições de atendimento, porque se não, é colocar carga em cima das pessoas, sem que elas possam carregá-la. 

Nós precisamos trabalhar, enquanto Igreja, no sentido de oferecer às pessoas, aos casais, o instrumental para que possam colocar em prática a doutrina. Se não, a doutrina fica na prateleira das nossas bibliotecas e os casais vão fazendo aquilo que podem, e o que o médico indica, eles fazem. São tão poucos os casais que seguem os métodos naturais porque não tem, à disposição, os serviços bem organizados e na proximidade onde vivem.

E sobre a atuação com os casais, já teve alguma experiência marcante?

Dr. Agostinho Bertoldi – Uma das coisas marcantes é essa parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. Inclusive o próprio pessoal da prefeitura está interessado que a gente elabore um trabalho mostrando como são as atividades e os resultados, também para ser divulgado. E em termos de gerar a vida, nós temos testemunhos muito fortes de vários casais. Quando a gente vai à uma comunidade e sai pelo menos um casal que trilha esse caminho, eles ficam muito contentes em dar testemunho que aplicam o método natural, do benefício que traz para a vida do casal, para a saúde, para a fecundidade no amor. Nesses encontros, sempre há alguém com um testemunho bem eloqüente.

  
Lembramos que para um casal se tornar usuário do método billings, é aconselhável procurar um instrutor de sua diocese. No final das formações, disponibilizaremos uma lista com o nome de todos os casais habilitados pela CENPLAFAM a orientarem o método Billings na Diocese de Novo Hamburgo.