Movimento de Casais Jovens

Paróquia São Pedro Apóstolo - Ivoti
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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Um comentário

O que a Igreja ensina a respeito da fecundação artificial?

A fecundação artificial, também denominada "in vitro", consiste na fecundação de um óvulo em proveta, fora portanto do corpo da mulher. Nisso o procedimento é diferente da "inseminação artificial", que acontece mediante a transferência, nas vias genitais da mulher, do esperma previamente recolhido. O juízo moral a respeito de ambas as práticas é negativo, de acordo com o Magistério da Igreja, mas, neste episódio de "A Resposta Católica", apenas a fecundação artificial será objeto de análise.

Vejamos, então, por que razões a Igreja se manifesta contrária a essa técnica de procriação. Os argumentos para rejeitar a fecundação "in vitro" podem ser condensados basicamente em dois, os quais são expressos em duas importantes declarações do Magistério recente da Igreja. Deixamos transcritos abaixo os trechos que consideramos mais relevantes para a abordagem integral da questão.




1. "Um ponto preliminar para o juízo moral acerca de tais técnicas é constituído pela consideração das circunstâncias e das conseqüências que elas comportam em relação ao respeito devido ao embrião humano. A consolidação da prática da fecundação in vitro exigiu inúmeras fecundações e destruições de embriões humanos. Ainda hoje, pressupõe habitualmente uma hiperovulação da mulher: vários óvulos são extraídos, fecundados e, a seguir, cultivados in vitro por alguns dias. Normalmente, nem todos são inoculados nas vias genitais da mulher; alguns embriões, comumente chamados 'excedentes', são destruídos ou congelados. Entre os embriões implantados, às vezes alguns são sacrificados por diversas razões eugênicas, econômicas ou psicológicas. Tal destruição voluntária de seres humanos ou a sua utilização para diversos fins, em detrimento da sua integridade e da sua vida, é contrária à doutrina já recordada, a propósito do aborto provocado.
Freqüentemente verifica-se uma relação entre fecundação in vitro e eliminação voluntária de embriões humanos. Isso é significativo: com esta maneira de proceder, de finalidades aparentemente opostas, a vida e a morte acabam submetidas às decisões do homem que, dessa forma, vem a se constituir doador arbitrário de vida ou de morte. Esta dinâmica de violência e de domínio pode permanecer despercebida por parte daqueles mesmos que, querendo utilizá-la, a ela se sujeitam. Um juízo moral acerca do FIVET (fecundação in vitro e transferência do embrião) deve levar em consideração os dados de fato aqui recordados e a fria lógica que os liga: a mentalidade abortista que o tornou possível, conduz assim, inevitavelmente, ao domínio por parte do homem sobre a vida e a morte dos seus semelhantes, que pode levar a uma eugenia radical.
No entanto, abusos deste tipo não eximem de uma aprofundada e ulterior reflexão ética acerca das técnicas de procriação artificial consideradas em si mesmas, abstração feita, tanto quanto possível, da destruição dos embriões produzidos in vitro." (Congregação para a Doutrina da Fé, Instrução Donum Vitae, sobre o respeito à vida humana nascente e a dignidade da procriação, de 22 de fevereiro de 1987)

2. "Além disso, é eticamente inaceitável para a Igreja a dissociação da procriação do contexto integralmente pessoal do ato conjugal, pois a procriação humana é um ato pessoal do casal homem-mulher, que não admite nenhuma forma de delegação substitutiva. A aceitação pacífica da altíssima taxa abortiva das técnicas de fecundação in vitro demonstra eloquentemente que a substituição do ato conjugal por um procedimento técnico – além de não ser conforme ao respeito devido à procriação, que não se reduz à simples dimensão reprodutiva – contribui para enfraquecer a consciência do respeito devido a cada ser humano. O reconhecimento de tal respeito é favorecido pela intimidade dos esposos, animada pelo amor conjugal.
A Igreja reconhece a legitimidade do desejo de ter um filho e compreende os sofrimentos dos cônjuges angustiados com problemas de infertilidade. Tal desejo, porém, não pode antepor-se à dignidade de cada vida humana, a ponto de assumir o domínio sobre a mesma. O desejo de um filho não pode justificar a 'produção', assim como o desejo de não ter um filho já concebido não pode justificar o seu abandono ou destruição." (Congregação para a Doutrina da Fé, Instrução Dignitas Personae, sobre algumas questões de bioética, 8 de setembro de 2008, n. 16)
O Catecismo da Igreja Católica lembra, enfim, aos casais que não podem gerar filhos que "a esterilidade física não é um mal absoluto" (n. 2379). Embora constitua um fato particularmente doloroso, unidos ao sacrifício de Cristo, os nossos sofrimentos adquirem valor redentor. Além disso, mesmo àqueles casais que não podem oferecer à Igreja filhos gerados de seu próprio ventre, permanece vivo o apelo de Cristo para que se tornem efetivamente pais espirituais, gerando filhos já, não para este mundo terreno e passageiro, mas para a vida vindoura e eterna.


Fonte: https://padrepauloricardo.org/episodios/o-que-a-igreja-ensina-a-respeito-da-fecundacao-artificial


quinta-feira, 21 de julho de 2016

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A vida sexual dos esposos é o centro da sua vida espiritual

A espiritualidade na vocação matrimonial passa necessariamente pela doação total e recíproca do corpo.






A espiritualidade matrimonial não consiste apenas na oração e nas práticas de piedade feitas em conjunto pelos cônjuges. A vivência da espiritualidade nesta vocação particular passa necessariamente pela doação total e recíproca do corpo. Mais ainda: a união conjugal é o centro e o coração da vida espiritual do matrimônio!

Não é “apesar” da sexualidade que os esposos devem crescer na vida espiritual: é justamente “através” do exercício ordenado da sexualidade, ou seja, em conformidade com a sua finalidade e propósito. A vida sexual dos esposos não pode ser considerada um aparte na sua vida espiritual: pelo contrário, ela faz parte do coração e do centro da espiritualidade conjugal. Esta é a perspectiva da Teologia do Corpo, de São João Paulo II, que pode parecer “surpreendente” e “inovadora” para muita gente que desconhece a verdadeira doutrina da Igreja (gente que, em vez de conhecer a doutrina diretamente em sua fonte, só “fica sabendo” de pedaços dela que são mal apresentados, descontextualizados ou abertamente manipulados pelo assim chamado “jornalismo” laico).

Se é verdade que a mídia presta um serviço muito questionável quando “informa” (?) sobre questões de doutrina católica, também é verdade, por outro lado, que, durante quase vinte séculos, não existiu na Igreja “uma espiritualidade especificamente conjugal”: a literatura espiritual sempre foi abundante para sacerdotes e religiosos, mas bastante menos rica em material que abordasse a grandeza e a profundidade da vocação matrimonial como um caminho específico de santidade. Os casais se viam “obrigados” a alimentar-se de uma espiritualidade que não era especificamente voltada para o seu estado de vida nem para a sua vocação.

Isso não quer dizer que a Igreja não considerasse a sexualidade conjugal uma dimensão da santidade no matrimônio. Mas foi graças à Teologia do Corpo, de São João Paulo II, que ficou mais claro para os católicos que “tanto o matrimônio quanto a entrega de si mesmo aos outros através do celibato pelo Reino envolvem o dom total de si, e que ambas as vocações – matrimônio e celibato – podem conduzir à santidade”.

A espiritualidade das pessoas casadas

É própria dos casais unidos em matrimônio, e não uma simples transposição da espiritualidade de religiosos e religiosas para a vida matrimonial. A espiritualidade matrimonial se articula no aspecto que mais a distingue da vida consagrada: a entrega do corpo.

Quem abraça o chamado ao “celibato pelo Reino”, como Jesus o caracteriza, procura a união com Deus em uma relação direta com Ele. Já no matrimônio a vocação recebida é um chamado ao encontro com Deus através da doação própria a outra pessoa – incluindo nessa doação a própria entrega carnal. É constitutivo da espiritualidade conjugal compartilhar a vivência carnal – que não é só sexual, mas também afetiva, terna e ligada ao conjunto de aspectos que São João Paulo II chamou de “linguagem do corpo”.

E é essencial entendê-lo bem, porque, do contrário, tenta-se viver uma espiritualidade de celibato dentro do matrimônio e os esposos se perdem. Há pessoas casadas que procuram Deus fora do matrimônio ou “apesar” do matrimônio, quando é precisamente a sua vocação ao matrimônio que deveria levá-las a buscar a Deus “através” da doação pessoal de cada cônjuge um ao outro.

Uma espiritualidade “especificamente conjugal”

Depois de séculos focados em revelar toda a beleza da espiritualidade religiosa e sacerdotal, a Igreja é chamada, hoje, a revelar outra dimensão do tesouro que recebeu: a espiritualidade conjugal. Espera-se o equilíbrio entre as duas modalidades possíveis de uma mesma e única vocação de todo homem e de toda mulher: o dom de si próprio, que São João Paulo II chamava de “vocação esponsal” da pessoa. Esta vocação pode realizar-se no dom de si mesmo a Deus, através da vocação esponsal virginal (consagrada, religiosa ou sacerdotal) ou no dom de si mesmo a outra pessoa: a vocação esponsal conjugal.

Os primeiros elementos explícitos da espiritualidade conjugal podem ser encontrados em São Francisco de Sales, mas é principalmente no século XX que começam a surgir movimentos de espiritualidade conjugal. É o caso, por exemplo, do que se iniciou na França por influência do padre Caffarel e das Equipes de Nossa Senhora.

Além da procriação: a importância do ato conjugal

O ato conjugal não pode ser reduzido a uma simples necessidade voltada a gerar vida. Tanto a procriação como a comunhão dos esposos são fins do ato conjugal e estão intrinsecamente unidas: a comunhão dos esposos faz com que eles queiram gerar vida, já que toda comunhão autêntica tende à fecundidade. Além disso, o dom da vida completa e aperfeiçoa a comunhão dos esposos. Os dois significados do ato conjugal, condicionados um ao outro, devem, portanto, ser mantidos juntos, como já pedia Paulo VI na encíclica Humanae Vitae, de 1968.

A união entre espiritualidade e sexualidade é um desafio para todo matrimônio autenticamente cristão – mas não é impossível. Pelo contrário: a Igreja estaria nos enganando ao nos apresentar o matrimônio como uma vocação cristã à santidade se não fosse possível unir a sexualidade e a espiritualidade.

O matrimônio como vocação inferior? De jeito nenhum!

São João Paulo II declarou enfaticamente que, “nas palavras de Cristo sobre a castidade ‘pelo reino dos céus’, não há nenhuma referência a uma ‘inferioridade’ do matrimônio no tocante ao corpo ou à essência do próprio matrimônio (o fato de que o homem e a mulher se unam para se tornar uma só carne)”. E de novo: “O matrimônio e a castidade [‘pelo Reino’] não são opostos e não dividem a comunidade humana e cristã em dois campos: o dos ‘perfeitos’ graças à castidade [vivendo em celibato] e o dos ‘imperfeitos’ ou menos perfeitos por ‘culpa’ da realidade da sua vida matrimonial”. Não se pode ser mais claro! No entanto, é verdade que a prática total dos votos de pobreza, castidade e obediência da vida religiosa permitem chegar com maior facilidade à caridade plena, que é a única medida válida da vida cristã.

Quanto à santidade “sozinho” ou “em casal”, vale recordar um provérbio que diz que “sozinho se chega rápido, mas acompanhado se chega longe”. Quando há dois, é preciso levar o outro em conta para ambos avançarem juntos. Tentações não faltam para fugir desta exigência do matrimônio… Aliás, quem não se sente chamado a avançar assim na vida cristã é porque, talvez, não tenha a vocação matrimonial – e isso é perfeitamente legítimo, já que é bem claro que nem todos recebem de Deus a mesma vocação.

Perdão e comunhão conjugal

Não há limites para o perdão, que é premissa da comunhão. É o perdão que permite a perpétua restauração da comunhão. Os atos negados de perdão vão levantando uma montanha que separa o casal. Pedir perdão e perdoar é tarefa de todos os dias, porque todos os dias se causa alguma pequena ferida.

Fonte:http://pt.aleteia.org/2016/03/21/


quinta-feira, 9 de junho de 2016

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Benefícios do método de ovulação Billings


Continuando as formações sobre o Método Billings, abaixo seguem alguns benefícios de sua utilização: 



Sem efeitos colaterais: O Método de Ovulação Billings não modifica nem prejudica o funcionamento do corpo. Por ser natural, não traz os problemas muitas vezes causados pelos métodos químicos, como dor de cabeça, aumento de peso, perda da libido, entre tantos outros.

Ajuda a monitorar a saúde reprodutiva: Permite observar a ação dos hormônios em cada período do ciclo menstrual e perceber rapidamente qualquer sinal de alteração ou mau funcionamento do sistema reprodutor feminino.

Sem custos: Para ser usuário basta procurar a orientação de um instrutor habilitado e fazer a anotação diária das sensações em um simples gráfico.

Responsabilidade compartilhada: Marido e mulher aprendem a reconhecer, a cada dia, se estão férteis ou não, e decidem juntos se terão relações sexuais, conforme queiram engravidar ou espaçar uma gravidez. Os esposos tomam para si a responsabilidade e o controle sobre o seu planejamento familiar, não tendo que confiar essa importante função a medicamentos ou dispositivos que muitas vezes falham.

Aprofunda a intimidade: Os períodos de abstinência podem ajudar o casal a descobrir novas maneiras de expressar seu amor. Favorecem o diálogo e um conhecimento mais profundo e completo do outro, desenvolvendo a intimidade e melhorando a qualidade das relações sexuais.

Exercita o verdadeiro amor: Permite assegurar o bem do outro, preocupar-se com o que o outro necessita, doar-se quando a ocasião o requer. O controle dos impulsos, em geral, e dos impulsos sexuais, em particular, favorece o crescimento do amor do casal, pois confirma o amor existente entre esses.

Abertura à vida: Muitos casais com razões para evitar uma gravidez abrem suas portas a um novo filho depois de alguns meses de uso do método, pois enriquecem sua afetividade, melhoram sua harmonia conjugal, e começam a perceber o grande dom que é transmitir a vida, querendo tornar-se participantes deste dom.



Sexualidade integral: O respeito aos ciclos naturais e a abertura à vida são caminho para compreender e viver a sexualidade de maneira completa e livre, de acordo com a verdadeira vocação dos esposos, que santifica e realiza plenamente. Proporciona ao casal encontros pessoais cada vez mais profundos, encontros que os fazem ser cada vez mais “uma só carne”.


Reforçando: Para um casal se tornar usuário do Método Billings, é aconselhável que procure um casal orientador cadastrado na CENPLAFLAM (CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE PLANEJAMENTO NATURAL DA FAMÍLIA). Disponibilizamos aqui o e-mail do departamento de comunicação do MCJ, caso alguém tenha interesse em saber quem são os casais orientadores da Diocese de Novo Hamburgo, nos contate que estaremos enviando os nomes e telefones. 


E-mail: comunicacao.mcj.iv@gmail.com 

Encerramos aqui as postagens sobre o MOB, o intuito não foi de aprofundar o assunto, mas sim de comunicar aos casais que o método existe, que é seguro e comprovado cientificamente! Ficamos a disposição para maiores esclarecimentos!


segunda-feira, 6 de junho de 2016

Um comentário

Método Billings: Perguntas e respostas.

Continuando as formações sobre o Método Billings, hoje estamos trazendo uma entrevista com o Dr. Agostino Bertoldi, médico, presidente da Confederação Nacional de Planejamento Natural da Família (Cenplafam) de Curitiba (PR), que nos aponta a opção pelo método natural como forma de planejar uma família aberta à vida, inclusive sendo utilizado por casais com dificuldades para engravidar. Dr. Agostinho Bertoldi trabalha, há 25 anos, junto aos casais no planejamento natural.







O método Billings funciona? Qual o seu fundamento científico?

Dr. Agostinho Bertoldi – O planejamento natural da família é um complexo que atinge a fecundação do casal. E a base da aplicação do método natural que mais trabalhamos é o método de Ovulação Billings. O método de Ovulação Billings tem uma eficácia no sentido de dar segurança e garantia aos casais, equivalente a qualquer outro método. Quando ele é bem compreendido e aplicado pelo casal, a eficácia é próxima a 100%. Nenhum método dá uma eficácia de 100%, mas a eficácia do método natural se aproxima muito dos 100%.
A gente deve entender o seguinte: porque o método é bom, cientificamente bem estruturado, com eficácia segura e como ele atende a todas as linhas doutrinárias dos princípios da Igreja sobre a geração dos filhos, então a Igreja aprova o método natural. Não é um método da Igreja, porque ele não surgiu no seio da Igreja, mas no seio da comunidade cientifica. Vários pesquisadores e a literatura médica registra toda essa evolução dos métodos naturais, não só do Billings, mas o da temperatura e do Ogino Knaus. São métodos que tem um embasamento científico seguro e tem todo respaldo científico. Infelizmente, ficou uma interpretação errônea de que ele seria um método da tabelinha. Na estruturação do método de ovulação Billings participaram alguns nomes de destaque da pesquisa e medicina mundial, como o Dr. Eric [Odeblad], que é considerado a principal autoridade médica e científica no estudo do muco cervical e esse pesquisador faz parte da equipe do Billings. E assim, outros médicos, como Dr. Brown e o próprio Dr. Billings. Ele era um ‘católico de Bíblia’, praticante, um homem extraordinário com sua esposa Evelyn. Eles trabalharam a questão no campo científico. E por ser um trabalho sério e seguro é que a Igreja aconselha seus casais para que considerem a alternativa natural através do método de Ovulação Billings.

Como fazer com o que os casais entendam que não se trata de um método para se evitar filhos, mas para planejar também?

Dr. Agostinho Bertoldi – Os métodos artificiais ou dito contraceptivos, o próprio termo está definindo o objetivo do método, ou seja, são métodos contra a concepção. E é só no método natural que o casal tem a possibilidade de usar ou para evitar uma gravidez, porque o casal está fazendo um planejamento no momento mas tem a possibilidade de gerar uma vida e usa o método para espaçar uma gravidez, ou para postergar uma gravidez para que ela aconteça no momento mais favorável da vida do casal.
No nosso centro de Curitiba, temos um convênio com a Secretaria Municipal de Saúde, para casais que estejam com alguma dificuldade para obter uma gravidez. Através do centro de saúde eles são encaminhados para o nosso centro de planejamento. Marido e mulher são orientados, tanto no sentido da fertilidade como no apoio psicológico. Nós temos psicólogos que dão todo apoio a esses casais, que muitas vezes já estão um pouco estigmatizados, com medo da esterilidade. Temos, no nosso centro, uma estatística que se aproxima de 150 nascimentos de casais que eram rotulados como estéreis e impossibilitados de uma gravidez. Muitos deles já tinham, inclusive, passado por centros de reprodução e não obtiveram sucesso. Com a atenção dada a eles no centro de planejamento natural, aliando conhecimento do método natural com atendimento psicológico, eles obtiveram a tão esperada e sonhada gravidez.

Existe alguma restrição? Ou todas as mulheres, inclusive as que não tem um ciclo regular, podem fazer?

Dr. Agostinho Bertoldi – Como o método não é de conta de calendário, não enquadra a mulher com seus ciclos numa regra fixa, mas é personalizado e se adapta à condição fisiológica de cada mulher, a cada ciclo. Nós estamos vivendo tempos em que uma série de fatores (fatores muito estressantes na vida da mulher e com as mudanças nos padrões de vida feminina), [fazem] os ciclos ter algumas variações. Mas como o método da ovulação se baseia na observação, nos fenômenos fisiológicos que acontecem no organismo feminino, o método traduz para a mulher, através dos seus sintomas, o que está acontecendo no interior do seu organismo, como a hipófise está funcionando, como está se relacionando com os ovários, como estes estão se relacionando com o útero, com as glândulas do canal cervical produzindo o muco…

Toda essa integração acontece no organismo feminino e tem algumas variáveis, mas como o método da ovulação não é restritivo, ele se aplica em qualquer situação, em qualquer ciclo e, às vezes, até em várias fases da mulher. Se aplica até quando o casal já definiu o número de seus filhos, mas pode continuar usando o método para ajudar na fecundidade do amor do casal. Depois da fecundidade biológica, ele consegue alimentar o amor do casal para que viva bem e para que trate de modo amoroso os seus filhos.

O método é indicado também para um autoconhecimento. As mulheres que não estão fazendo um planejamento familiar, tem algum benefício?

Dr. Agostinho Bertoldi – A gente tem experiência, em cursos e encontros de noivos, quando perguntamos se alguma noiva sabe se está ovulando e se teriam condição de dizer de algum elemento efetivo para esta definição. Praticamente nenhuma tem conhecimento. E quando a gente diz “se vocês nem tem conhecimento se tem ciclos ovulatórios ou não, vocês tomando pílula e sabendo o mecanismo de ação, estão inibindo uma função que nem ter certeza se tem”, elas ficam todas assustadas. Quando damos no curso todas as informações bem detalhadas e cientificamente bem corretas, elas ficam muito atentas e descobrem que podem, a partir da sua menstruação, a partir dos sintomas da ovulação, conhecer melhor como funciona o seu organismo.
Às vezes, o método é até aconselhável a adolescentes, não como método a ser usado, mas como método de transmissão de saber, pois como tudo hoje fica mais precoce, é melhor que aprendam direitinho e do modo correto. As moças, principalmente, devem aprender também a se conhecer para valorizar mais o seu corpo, a natureza das funções.

Se a mulher fizer o método sem o marido, a eficácia é a mesma?

Dr. Agostinho Bertoldi – A gente insiste que o método natural é um método do casal e não só da mulher. E isso o difere muito de um método contraceptivo, em que a mulher pode tomar a pílula independente da participação ou da anuência do marido. Para que o método tenha realmente eficácia, deve ser do casal. Se o marido se nega a participar, a compreender e a entrar na descoberta do ciclo dos períodos férteis e inférteis, então fica muito difícil. A gente, muitas vezes, diz se é justo colocar sobre a mulher a carga de levar um planejamento natural sem a participação, a aprovação e a colaboração do companheiro. Essa diferença é esse essencial: é um método do casal.

O casal consegue desenvolver o método sem uma instrutora? Como proceder em regiões onde o número de instrutores não é suficiente para atender à toda aquela população?

Dr. Agostinho Bertoldi – Eu tenho dito: não adianta pregar a doutrina sem os instrumentais que a viabilizem. Eu tenho dito aos nossos padres e bispos que, se eles querem que os casais se motivem, sigam a Doutrina e façam um bom planejamento com responsabilidade, que criem condições de atendimento, porque se não, é colocar carga em cima das pessoas, sem que elas possam carregá-la. 

Nós precisamos trabalhar, enquanto Igreja, no sentido de oferecer às pessoas, aos casais, o instrumental para que possam colocar em prática a doutrina. Se não, a doutrina fica na prateleira das nossas bibliotecas e os casais vão fazendo aquilo que podem, e o que o médico indica, eles fazem. São tão poucos os casais que seguem os métodos naturais porque não tem, à disposição, os serviços bem organizados e na proximidade onde vivem.

E sobre a atuação com os casais, já teve alguma experiência marcante?

Dr. Agostinho Bertoldi – Uma das coisas marcantes é essa parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. Inclusive o próprio pessoal da prefeitura está interessado que a gente elabore um trabalho mostrando como são as atividades e os resultados, também para ser divulgado. E em termos de gerar a vida, nós temos testemunhos muito fortes de vários casais. Quando a gente vai à uma comunidade e sai pelo menos um casal que trilha esse caminho, eles ficam muito contentes em dar testemunho que aplicam o método natural, do benefício que traz para a vida do casal, para a saúde, para a fecundidade no amor. Nesses encontros, sempre há alguém com um testemunho bem eloqüente.

  
Lembramos que para um casal se tornar usuário do método billings, é aconselhável procurar um instrutor de sua diocese. No final das formações, disponibilizaremos uma lista com o nome de todos os casais habilitados pela CENPLAFAM a orientarem o método Billings na Diocese de Novo Hamburgo. 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

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Você já ouviu falar do Método de Ovulação Billings?

Nas próximas postagens, faremos uma série de formações sobre o MOB (Método de Ovulação Billings), acompanhe e conheça mais sobre esse método natural, que a Igreja Católica orienta os casais a utilizarem.





O Método da Ovulação Billings é uma presente de Deus para a vida da Mulher! E este presente foi dado pelas mãos do casal Billings, médicos cientistas que juntamente com a sua equipe de colegas organizaram uma metodologia que pudesse contribuir com as mulheres no sentido de que as mesmas pudessem identificar os seus sinais e sintomas de fertilidade.

Eles sabiamente se utilizaram da natureza para explicarem o Método. Consideramos o corpo de uma mulher como a terra, na qual gostaríamos de plantar uma semente. A terra deverá ser quente e úmida para que a semente germine. Algo semelhante ocorre no corpo da mulher que vai conceber uma criança. Quando a mulher está na fase fértil de seu ciclo, isto é, quando pode conceber uma criança, seu corpo produz uma secreção mucosa especial. Este fluxo mucoso é produzido no colo do úterino e tem como função de nutrir, proteger, selecionar e conduzir espermatozóides até as tubas uterinas  da mulher.

O ser humano, como a semente, não pode crescer sem umidade. Enquanto a mulher realiza suas tarefas cotidianas, pode saber que sua fase fértil iniciou quando sente uma sensação de umidade ou molhada ou escorregadia e observa o fluxo mucoso que no início  é opaco e pegajoso e depois, pouco a pouco, se torna mais claro e elástico, e depois tanto a sensação , como a observação da presença do fluxo mucoso começa a regredir e a mulher volta novamente ao seu tempo infértil.

Este período de fertilidade, é também denominado como período ovulatório, pois num destes dias acontecerá a ovulação,que é a saída do ovo maduro da mulher e este ficará disponível para a fertilização menos que 24 horas. A mulher saberá reconhecer através do Método qual destes dias férteis é o sinal da ovulação.

Quando o casal quer evitar uma gravidez, deve abster-se de qualquer contato genital (e não corporal) nos dias reconhecidos como dias férteis (presença de sensação e observação do muco) e se desejar a gravidez devem manter o contato genital nestes dias férteis onde num destes dias ocorrerá a ovulação.

O Método da Ovulação é aplicável em todas as variações da fisiologia reprodutiva da mulher, tanto normal como patológica:
1- Ciclos regulares; 2- Ciclos irregulares;  3- Ciclos não ovulatórios 4- Amamentação; 5- A pré-menopausa; 6- Estresse ou tensão emocional; 7- Baixa fertilidade;

A mulher que deseja utilizar o Método de Ovulação Billings é instruída para não fazer qualquer investigação interna na vulva. Ela é instruída a ficar atenta, durante todo o dia, às mudanças de sensação na vulva. Esta observação valiosíssima pode ser feita a qualquer hora e em qualquer lugar. Quando for conveniente, a mulher faz sua observação visual, caso haja quantidade de muco para ser vista.

A mulher é instruída a partir de suas observações  para anotar num gráfico, usando as suas próprias palavras para descrever as observações, as sensações e o que acha necessário para o seu bom entendimento dos seus períodos férteis. A mulher sem instrução poderá utilizar as cores para identificar os períodos do seu ciclo menstrual.

É evidente que o Método da Ovulação Billings é uma filosofia tanto quanto uma técnica e que as instrutoras têm uma motivação básica para ajudar casais a viverem juntos em harmonia e a obterem grande felicidade em razão de sua relação sexual física.

Eficácia do método: Quando ele é bem compreendido e aplicado pelo casal, a eficácia é de 99%. Nenhum método dá uma eficácia de 100%, mas a eficácia do método natural se aproxima a 100%.

É importante ressaltar que para um casal se tornar usuário, deve procurar um casal instrutor de sua diocese, na Diocese de Novo Hamburgo existem alguns casais habilitados pela CENPLAFLAM (CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE PLANEJAMENTO NATURAL DA FAMÍLIA), a disposição que orientam voluntariamente. 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

2 comentários

Casamento feliz!


Sexta feira é dia dos namorados, com certeza todos estão pensando naquele presente muito legal para dar ao seu amor, ou então, estão preparando um jantarzinho bem romântico. Mas há uma pergunta que podemos fazer com mais frequência :  como vai o casamento? Cuidar do marido ou esposa, do relacionamento entre o casal, fortalece o matrimônio, os anos vividos juntos tornam-se aliados.  Ter o hábito de fazer pequenas gentilezas, pequenos agrados (que nem sempre precisam envolver dinheiro......) são um bálsamo na vida de qualquer um.
Encontramos algumas dicas para ajudar a fortalecer a relação entre marido e mulher. Quem quiser ver esta ou outras matérias pode acessar o site: http://familia.com.br  
Segue então, seis dicas para um relacionamento duradouro! Aproveitem....

1. Companheirismo
Charles e Elizabeth Schmitz, psicoterapeutas e autores do livro "Building a Love that lasts" (Construindo um amor que dura), afirmam que "nos bons casais existe a tendência de ver o seu parceiro como o melhor amigo".
A pessoa que amamos deve ser a primeira pessoa em quem pensamos quando desejamos partilhar algo, seja bom ou mau. Existe uma partilha que vai desde as questões mais íntimas até ao que aconteceu durante o dia de trabalho, mesmo os pequenos detalhes.

2. Interajuda
Na vida de um casal deve existir a interajuda. Apesar de a divisão de tarefas não ter de ser exatamente a meio, todos devem ajudar na lida da casa (ajudar nos deveres da escola dos filhos, lavar a louça, limpar, arrumar, lavar o carro, etc.). Charles Orlando, autor do livro "The problem with women… is men" (O problema da mulher... é o homem), afirmou que "manter uma relação em que ambos falam honestamente caso se sintam sobrecarregados e não apenas reclamar caso algo não seja feito, leva a um fortalecimento da vida do casal".
Quando cada um faz a sua parte e ajuda o outro quando é necessário o companheirismo irá aumentar e, como bônus, ninguém irá estar demasiado cansado ou com falta de tempo para fazer algo que faz sempre falta a um casal – namorar.

3. Espontaneidade
Quem não gosta de ser surpreendido? Não há nada mais frustrante do que uma vida presa à mesma rotina, onde não existem surpresas. Shauna Springer, doutorada e autora do livro "Marriage, for equals" (Casamento, para parceiros), afirmou que "o excesso de familiaridade é o inimigo do romance e, por isso, é essencial continuar a apostar em alguma mudança e crescimento pessoal", ou seja, depois de se casar devemos continuar a tentar surpreender quem amamos; por exemplo, o marido pode inscrever-se em aulas de dança para, um dia, surpreender a sua esposa com uma dança durante um jantar romântico.
Surpreender o parceiro também pode ser feito usando de pequenas coisas como bilhetinhos românticos deixados em locais especiais para a pessoa que amamos os ler, ou oferecer um buquê de flores sem ser numa ocasião especial.

4. Comunicação
De acordo com um estudo, casais que discutem os problemas, em vez de ignorá-los, apresentam um relacionamento mais forte do que casais que evitam discutir. Uma discussão não tem necessariamente de ser acesa e aos gritos, mas os problemas não devem ser ignorados.
Podemos comparar a uma panela de pressão que, para não explodir, é necessário manter uma válvula sempre aberta; com a vida de um casal é exatamente a mesma coisa – os problemas devem ser falados para se poder resolver e, mais importante, para a pessoa que amamos saber o que nos vai na alma e o que nos incomoda.

5. Paciência
Todos os casais passam por momentos bons e por momentos maus. Normalmente deixamos que sejam os momentos maus a definir o nosso futuro, mas, segundo uma pesquisa realizada em 2011, quando o casal acredita que a sua relação irá durar para sempre, independentemente do que possa acontecer, tem uma maior hipótese de sobreviver aos maus momentos do que um casal que não acredita que a sua relação pode durar para sempre.
Quando ambas as partes estão comprometidas a 100% pela felicidade da relação e, principalmente, focadas na felicidade da pessoa que amam, então encontrarão mais facilmente as forças para ultrapassar as dificuldades.

6. Inovação
Um estudo concluiu que casais que fazem coisas novas, e diferentes, juntos são mais felizes do que casais que se deixam cair na rotina. É normal ver jovens casais saindo, indo a um jantar a dois, passeando e até surpreendendo a pessoa que amam, mas, o que infelizmente acontece na generalidade dos casos, é que ao longo dos anos a rotina começa a ter mais força. O namoro deve continuar mesmo depois de décadas de casamento.
Ter uma noite por semana apenas para o casal, para que possam sair e se divertir, pode ser um primeiro passo para quebrar uma rotina. A inovação também pode passar por pequenas surpresas, como se falou no ponto 3. O que não se deve permitir é que a rotina se torne demasiado confortável.
Os sinais de que estão vivendo uma vida feliz a dois estão, então, resumidos nestas seis simples palavras: companheirismo, interajuda, espontaneidade, comunicação, paciência e na
inovação. O segredo está em nós mesmos e também nas pequenas mudanças no dia a dia que, apesar de pequenas, elas podem fazer maravilhas no seu casamento.

Boa vida!

A Paz de Cristo.