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quarta-feira, 23 de novembro de 2016
O que a Igreja ensina a respeito da fecundação artificial?
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Unknown,
AS
16:36
A fecundação artificial,
também denominada "in vitro", consiste na fecundação de um óvulo em
proveta, fora portanto do corpo da mulher. Nisso o procedimento é diferente da
"inseminação artificial", que acontece mediante a transferência, nas
vias genitais da mulher, do esperma previamente recolhido. O juízo moral a
respeito de ambas as práticas é negativo, de acordo com o Magistério da Igreja,
mas, neste episódio de "A Resposta Católica", apenas a fecundação
artificial será objeto de análise.
Vejamos, então, por que razões a
Igreja se manifesta contrária a essa técnica de procriação. Os argumentos para
rejeitar a fecundação "in vitro" podem ser condensados basicamente em
dois, os quais são expressos em duas importantes declarações do Magistério
recente da Igreja. Deixamos transcritos abaixo os trechos que consideramos mais
relevantes para a abordagem integral da questão.
1. "Um ponto preliminar
para o juízo moral acerca de tais técnicas é constituído pela consideração das
circunstâncias e das conseqüências que elas comportam em relação ao respeito
devido ao embrião humano. A consolidação da prática da fecundação in vitro exigiu
inúmeras fecundações e destruições de embriões humanos. Ainda hoje, pressupõe
habitualmente uma hiperovulação da mulher: vários óvulos são extraídos,
fecundados e, a seguir, cultivados in vitro por alguns dias.
Normalmente, nem todos são inoculados nas vias genitais da mulher; alguns
embriões, comumente chamados 'excedentes', são destruídos ou congelados. Entre
os embriões implantados, às vezes alguns são sacrificados por diversas razões
eugênicas, econômicas ou psicológicas. Tal destruição voluntária de seres
humanos ou a sua utilização para diversos fins, em detrimento da sua
integridade e da sua vida, é contrária à doutrina já recordada, a propósito do
aborto provocado.
Freqüentemente verifica-se uma
relação entre fecundação in vitro e eliminação voluntária de embriões
humanos. Isso é significativo: com esta maneira de proceder, de finalidades
aparentemente opostas, a vida e a morte acabam submetidas às decisões do homem
que, dessa forma, vem a se constituir doador arbitrário de vida ou de morte.
Esta dinâmica de violência e de domínio pode permanecer despercebida por parte
daqueles mesmos que, querendo utilizá-la, a ela se sujeitam. Um juízo moral
acerca do FIVET (fecundação in vitro e transferência do embrião) deve
levar em consideração os dados de fato aqui recordados e a fria lógica que os
liga: a mentalidade abortista que o tornou possível, conduz assim,
inevitavelmente, ao domínio por parte do homem sobre a vida e a morte dos seus
semelhantes, que pode levar a uma eugenia radical.
No entanto, abusos deste tipo não
eximem de uma aprofundada e ulterior reflexão ética acerca das técnicas de
procriação artificial consideradas em si mesmas, abstração feita, tanto quanto
possível, da destruição dos embriões produzidos in vitro."
(Congregação para a Doutrina da Fé, Instrução Donum Vitae, sobre o respeito à vida humana
nascente e a dignidade da procriação, de 22 de fevereiro de 1987)
2. "Além disso, é
eticamente inaceitável para a Igreja a dissociação da procriação do
contexto integralmente pessoal do ato conjugal, pois a procriação humana é um
ato pessoal do casal homem-mulher, que não admite nenhuma forma de delegação
substitutiva. A aceitação pacífica da altíssima taxa abortiva das técnicas de
fecundação in vitro demonstra eloquentemente que a substituição do
ato conjugal por um procedimento técnico – além de não ser conforme ao respeito
devido à procriação, que não se reduz à simples dimensão reprodutiva –
contribui para enfraquecer a consciência do respeito devido a cada ser humano.
O reconhecimento de tal respeito é favorecido pela intimidade dos esposos,
animada pelo amor conjugal.
A Igreja reconhece a legitimidade
do desejo de ter um filho e compreende os sofrimentos dos cônjuges angustiados
com problemas de infertilidade. Tal desejo, porém, não pode antepor-se à
dignidade de cada vida humana, a ponto de assumir o domínio sobre a mesma. O
desejo de um filho não pode justificar a 'produção', assim como o desejo de não
ter um filho já concebido não pode justificar o seu abandono ou
destruição." (Congregação para a Doutrina da Fé, Instrução Dignitas Personae, sobre algumas questões de
bioética, 8 de setembro de 2008, n. 16)
O Catecismo da Igreja Católica
lembra, enfim, aos casais que não podem gerar filhos que "a esterilidade
física não é um mal absoluto" (n. 2379). Embora constitua um fato particularmente
doloroso, unidos ao sacrifício de Cristo, os nossos sofrimentos adquirem valor
redentor. Além disso, mesmo àqueles casais que não podem oferecer à Igreja
filhos gerados de seu próprio ventre, permanece vivo o apelo de Cristo para que
se tornem efetivamente pais espirituais, gerando filhos já, não para este mundo
terreno e passageiro, mas para a vida vindoura e eterna.
Fonte: https://padrepauloricardo.org/episodios/o-que-a-igreja-ensina-a-respeito-da-fecundacao-artificial
sexta-feira, 1 de julho de 2016
As riquezas do Vaticano
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Unknown,
AS
16:49
A Igreja realmente é tão rica quanto comentam por aí? Você tem interesse em tirar essa dúvida? Abaixo segue um vídeo sensacional que vai lhe ajudar a entender e lhe permitir ter argumentos, caso venha precisar.
A alegação de que o Vaticano - a Igreja Católica, por
conseguinte - tem muito ouro e dinheiro, e que deveria, portanto, ajudar os
pobres, é muitíssimo utilizada por seus detratores. Mas, de onde vem essa
ideia?
Num passeio pelo Vaticano é possível realmente acreditar na
falsa acusação de que a Igreja é riquíssima, pois, de fato, ali se vêem muitas
obras de arte. Trata-se de um patrimônio acumulado ao longo de dois mil anos de
história e que não pode ser comercializado. Faz parte do acervo da Humanidade
e, para sua manutenção, requer grandes recursos também, tais como funcionários,
tecnologia adequada etc. Este é um ponto a ser considerado.
A Igreja Católica, enquanto instituição jurídica, é
descentralizada, ou seja, cada diocese é responsável pela arrecadação
financeira, bem como tem autonomia para dispor desses haveres da forma como bem
entender.
Essas dioceses muitas vezes têm um orçamento bem maior que o
do Vaticano. E em muitas ocasiões são chamadas a socorrê-lo financeiramente,
como foi o caso noticiado pela Folha de São Paulo, no dia 10 de julho de 2010.
Apesar disso, é notória a intensidade da atividade
caritativa da Igreja Católica Apóstólica Romana. Numa rápida pesquisa é
possível verificar que ela é a entidade que mais faz caridade no mundo. Por
meio de seus hospitais, creches, fundações, leprosários, escolas... Muitos
homens e mulheres foram canonizados justamente pela doação aos pobres e pela
criação de mecanismos para diminuir o sofrimento dos menos favorecidos.
A Igreja sempre cuidou dos desamparados, das viúvas, dos
rejeitados. Suas instituições sempre acolheram, alimentaram e educaram aqueles
que mais precisavam. Mesmo em tempos de dificuldade. A História comprova esta
afirmação.
Todos os anos, por ocasião da festa de São Pedro e de São
Paulo, o mundo dispõe com generosidade de doações para o chamado Óbulo de São
Pedro, que é apenas uma das maneiras encontradas pelo Papa para arrecadar
fundos para ajudar os pobres e necessitados do mundo todo.
No vídeo abaixo o Padre Paulo Ricardo comenta de uma reportagem da Folha de São Paulo do ano de 2010, relatando que o Vaticano possuía déficit orçamentário pelo terceiro ano consecutivo, ou seja, o Vaticano fechou as contas de 2007, 2008 e 2009 no vermelho. Nos últimos anos, no entanto, o Vaticano conseguiu colocar "as contas em dia".
Trazemos essa reportagem a tona, para que os católicos saibam e entendam a realidade da Igreja e não venham a acreditar naquilo que ouvem por aí.
Convidamos você a assistir o vídeo de apenas 10 minutos que traz uma ótima explicação sobre o assunto:
segunda-feira, 27 de junho de 2016
Devo acreditar/repassar "correntes de oração" que recebo pelos meios eletrônicos?
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Unknown,
AS
09:03
As conhecidas “correntes de
oração" – em que as pessoas pedem que se propague a devoção a um santo,
sob a pena de maldição e desgraças – saíram dos bancos das igrejas e estão nos
meios eletrônicos. Recebemos por e-mail, facebook, whatsApp, etc... Ainda que se admita, benevolamente, que essa iniciativa possa
ter nascido com boa intenção – a de fazer crescer o amor a determinado santo –,
o que se encontra em boa parte dessas correntes é uma realidade chamada
superstição.
Superstição vem do latim
superstitio, que quer dizer: remanescente, algo que sobrou. O mundo antigo foi
evangelizado pelo Cristianismo, mas, infelizmente, em muitos lugares, ficaram
resquícios da antiga religião, do paganismo. A superstição é isto: restos de
mentalidade pagã na vida de pessoas já convertidas.
O Catecismo da Igreja Católica
diz que esse pecado contra a virtude da religião acontece quando se atribui
“eficácia exclusivamente à materialidade das orações ou dos sinais
sacramentais, sem levar em conta as disposições interiores que elas
exigem". Quando, por exemplo, um fiel, ao invés de converter-se e
abandonar o pecado, acredita que vai se salvar porque usa o escapulário do
Carmo, está pondo sua esperança na “materialidade" desta devoção, ao invés
de assumir as “disposições interiores" que ela exige.
Do mesmo modo, quando se
encontra, no banco de uma igreja, papéis lançando maldições caso cópias daquela
oração não forem feitas e distribuídas em várias igrejas, não se deve temer.
Esses tipos de ameaça certamente não têm lugar na verdadeira religião cristã.
Os santos não precisam desse tipo de propaganda negativa para terem sua fama
espalhada entre as pessoas.
É claro que é importante propagar
a devoção e o amor aos santos: desse modo, eles podem ser conhecidos e
invocados pelas pessoas, além de atuar como suas benfeitoras, do Céu, onde se
encontram. Entretanto, essa propaganda não deve ser feita de modo
supersticioso. As orações que fazemos devem comportar uma disposição em fazer a
vontade de Deus. Quando Jesus nos ensinou a rezar, Ele disse: “seja feita a
Vossa vontade", isto é, a divina, não a nossa.
No frontispício de uma dessas
correntes de oração dedicadas a São Judas Tadeu, encontrava-se a seguinte
absurdidade: “Eu quero, eu posso, eu faço, eu consigo". O verdadeiro
Cristianismo não é assim: para que nossas orações sejam atendidas, é preciso
que as conformemos à vontade de Deus; que o nosso coração deseje tão somente
aquilo que Ele, desde toda a eternidade, quer nos conceder.
Bem, não podemos negociar com Deus graças ou pedidos; Ele
sabe o que é melhor para nós. A corrente é uma espécie de superstição pois
acreditam que se for quebrada Deus não atenderá nossas preces, ora isso é um
absurdo, pois Deus no seu plano de amor fará o que for melhor para nós. Se Ele
acha que merecemos ele nos dará, se não recebermos, é porque algo maior e
melhor Ele providenciará.
Segue vídeo que retrata o tema:
segunda-feira, 13 de junho de 2016
Um cristão acredita em horóscopo?
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Unknown,
AS
10:51
Um verdadeiro cristão não acredita em horóscopo. Ainda que se trate de
uma das práticas supersticiosas mais difundidas em nossa sociedade, o horóscopo
não serve para predizer os futuros atos livres das pessoas. Além disso, o
futuro não é efeito dos movimentos ou posições dos astros.
O Catecismo da Igreja Católica é
taxativo ao afirmar que os horóscopos devem ser rejeitados.
Sim, o Catecismo da Igreja
Católica afirma que “todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas”. Pois
bem, entre as variadas formas de adivinhação, o Catecismo menciona as
seguintes: “recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas
supostamente ‘reveladoras’ do futuro. A consulta dos horóscopos, a astrologia,
a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenômenos de
vidência, o recurso aos ‘médiuns’, tudo isso encerra uma vontade de dominar o
tempo, a história e, finalmente, os homens, ao mesmo tempo que é um desejo de
conluio com os poderes ocultos. Todas essas práticas estão em contradição com a
honra e o respeito, penetrados de temor amoroso, que devemos a Deus e só a Ele”
(CIC 2116).
Querer conhecer o futuro é
pretender ser igual a Deus – pretensão tão soberba quanto absurda. Devemos
confiar nossa vida à Providência divina, confiar em Deus como o Pai que Ele é.
Mas a consulta aos horóscopos não
deve ser rejeitada somente “porque a Igreja diz”: existem outros motivos.
Primeiramente, devemos dizer que
a crença em horóscopos é perigosa; é quase como acreditar em outra
religião. Existem pessoas que tentam nos fazer acreditar que não somos livres,
mas que estamos determinados em tudo pelo nosso signo do zodíaco. Não seria a
pessoa quem realiza sua própria vida, mas todo o seu agir estaria dirigido por
uma força estranha proveniente das estrelas.
Nada do que os horóscopos afirmam
está cientificamente provado. O que dizem sobre os sagitarianos hoje, por
exemplo, dirão sobre os piscianos amanhã. É triste o fato de que continuem
escrevendo horóscopos; mas pior ainda é saber que existem pessoas que acreditam
em tudo o que leem.
O que se pode fazer no campo da
educação, particularmente na formação espiritual?
É preciso instruir a inteligência
e a consciência. O horóscopo é efeito da antiga astrologia, não da
astrologia natural, que é mãe da astronomia; trata-se da astrologia judiciária,
que se empenhava em descobrir a influência dos astros sobre o destino dos homens
e das coisas.
Neste sentido, é preciso situá-lo
dentro do fenômeno mais amplo das “artes da adivinhação”, entre as quais a
adivinhação do que ocorreria a cada hora tinha muito peso entre os persas e os
egípcios (“oros-scopeo” significa “horas-olhar”). Os antigos astrólogos
observavam o universo a cada hora, cada dia, cada período, esperando encontrar
nisso desde a previsão do clima até as causas ou os avisos sobre os
acontecimentos sociais, bélicos, religiosos ou sanitários.
Também é preciso analisar os
traços históricos da astrologia e reconhecer seus efeitos na cultura.
A astrologia judiciária se dividiu, às vezes, em vários setores: a mundial, que
vê os processos na história e na política; a genética ou individual, para
predizer os acontecimentos pessoais; a horária ou de consultório, que busca a
resposta, mediante consulta, para perguntas concretas de pessoas interessadas.
É evidente que a predição
prospectiva, a análise dos resultados que dependem de variáveis observáveis,
mais do que adivinhação, é predição e previsão, com mais ou menos grau de
probabilidade. Assim acontece com o tempo atmosférico ou com a evolução de uma
doença. Mas a predição do que ocorre por causas livres é evidentemente um
engano, uma predição jogando ao azar, ao cálculo de probabilidades, que é o que
acontece nas casas lotéricas e na maior parte dos prognósticos humanos.
Finalmente, convém também ensinar
cada pessoa a se desfazer de superstições e crenças que possam
prejudicar a convivência. Tal pode ser o cultivo de atitudes deterministas ou
fatalistas, sejam teológicas (Deus decide tudo sem nós), biológicas (o corpo
tem mecanismos cegos e irresistíveis) ou sociológicas (o homem depende das suas
circunstâncias). Evitar isso também é ajudar a lutar pela liberdade na vida e,
portanto, trabalhar pela conquista do amor como dom que os homens podem
vivenciar.
Por isso, é importante ajudar
todos a defender-se dos que propagam os horóscopos, que são adivinhadores
e astrólogos que geralmente pretendem viver explorando a credulidade dos
ingênuos e buscando ganhar dinheiro à custa disso.
A atitude da Igreja com relação
aos horóscopos sempre foi de condenação sem paliativos. A Igreja
sempre condenou e rejeitou todo o relativo a adivinhação, espiritismo e
cultivo de crenças vãs. Recordou sempre que o mundo foi criado por Deus e se
rege pelas leis naturais e pelos cuidados especiais da Providência.
Em tempos antigos, já houve sínodos
e concílios, como o de Toledo (ano 400) e o de Braga (em 561), que rejeitaram
frontalmente o culto ou cultivo da astrologia.
Para viver, as pessoas precisam
de esperança, serenidade, algo em que apoiar-se. Os que acreditam que Deus é
providente e reconhecem que tudo o que acontece é porque Ele quer ou permite,
não precisam de outros apoios. Os que não têm esse eixo fundamental em seu
pensamento buscam, com mais ou menos afinco, segundo sua cultura e sua
sensibilidade, os caminhos do azar, da aventura, para esconder suas
desventuras, sobretudo quando se sentem em perigo ou são desconfiados. “Mundus
vult decipi”, diziam os antigos, isto é, “o mundo quer ser enganado”.
domingo, 1 de novembro de 2015
Dia de Todos os Santos
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Unknown,
AS
17:43
Hoje, a Igreja não celebra a
santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de todos. Isto, para
mostrar concretamente, a vocação universal de todos para a felicidade eterna
“Todos os fiéis cristãos, de
qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição
da caridade. Todos são chamados à santidade: ‘Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito’ “(Mt 5,48) (CIC 2013).
Sendo assim, nós passamos a
compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: “Para
que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade?
Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho,
o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há
dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles”.
Sabemos que desde os primeiros
séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por
isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a
contemplarmos os nossos “heróis” da fé, esperança e caridade. Na verdade é um
convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado,
brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram
em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma “constelação”, já que São João
viu: “Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as
nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7,9).
Todos estes combatentes de Deus,
merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães
de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos,
profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o
Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que
atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida destes acabaram virando
proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições,
alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças,
sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o
que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da
vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois “não
sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da
Família de Deus” (Ef 2,19).
Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós,
seus filhos: “O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se
dirige a todos os fiéis cristãos.” “A perfeição cristã só tem um limite: ser
ilimitada” (CIC 2028).
Todos os santos de Deus, rogai por nós!
Extraído do site da Canção Nova
segunda-feira, 13 de julho de 2015
O que é a Missa e por que devo participar dela?
Postado Por
Unknown,
AS
13:23
Por quê a
maioria dos cristãos não vai à missa hoje em dia? Simplesmente por uma fé muito
incipiente ou porque, mesmo entre os próprios cristãos, não se vê significado
nela. Nós não vamos ao aniversário de
uma pessoa querida só porque “temos de ir” ou “porque estou com vontade”, mas
por amor. E, se vamos ao aniversário de alguém a quem amamos, não é para ficar
parados, olhando para o teto: pelo contrário, vamos para participar com alegria.
Mas, claro, reconhecer o valor da missa
envolve – assim como o amor – um processo. É comum dizer que ninguém ama o que
não conhece; por isso, esforce-se para conhecer a missa, busque todos os meios
para conhecê-la.
O que
é a missa?
Recordemos as palavras com as quais Jesus
instituiu a Eucaristia na Última Ceia: “Fazei isso em memória de mim” (Lc 22,
19). É evidente que a frase está no imperativo. Jesus não está nos pedindo um
favor, está ordenando algo: que celebremos a Eucaristia em sua memória. Para
quê? Para recebê-lo, para receber os benefícios da redenção, para reforçar
nossa comunhão com Ele, para ter vida espiritual.
Não consigo imaginar um cristão desatendendo
uma instrução tão clara de Jesus.
E Cristo também disse: “Eu sou o pão vivo
vindo do céu; quem comer deste pão, viverá eternamente. Minha carne é
verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida. Quem come minha carne e
bebe meu sangue permanece em mim e eu nele” (c. Jo 6, 35-38).
A Santa Missa é a renovação do mesmo e único
sacrifício da cruz sob as espécies de pão e vinho, como na Última Ceia, e que
Jesus instituiu com as palavras “Fazei isso...”. Cristo, na última vez que
celebrou com seus apóstolos a ceia pascal antes da sua Paixão, quis instituir a
Sagrada Eucaristia. Dessa maneira, queria ficar para sempre na história humana.
Assim, faria presente em todos os tempos
o seu sacrifício da cruz, que ofereceria horas depois, dando-nos ao mesmo tempo
seu corpo e seu sangue como alimento para a vida sobrenatural da nossa alma. Na
Última Ceia, Jesus instituiu o convite pascal, por meio do qual o sacrifício da
cruz se torna continuamente presente quando o padre, que representa Cristo,
realiza a ação que o próprio Senhor cumpriu e ordenou aos seus discípulos que
fizessem em sua memória.
Extraído de: http://www.aleteia.org/pt/religiao/artigo/o-que-e-a-missa
Por
que tenho de ir à missa?
Jesus Cristo não morreu pela humanidade em
geral, mas por cada pessoa em particular: por você e por mim, concretamente. A
morte de Jesus na cruz é o momento da sua entrega total por mim. Ele pensa em
mim. Por isso, Ele quer e é justo que eu esteja presente neste sacrifício.
Muitos se
perguntam se devem ir à missa no domingo mesmo sem vontade, por pura obrigação.
Para responder à essa pergunta é preciso antes entender como é o funcionamento
da alma humana e de como se pode prestar culto a Deus. O homem é constituído de
corpo e de alma e é a alma que deve comandar o corpo, mesmo que os
'sentimentos' do corpo não estejam colaborando. É como um pai que leva o seu
filho à missa: a alma é o pai e o corpo é o filho. Ora, o filho esperneia e diz
que não quer ir, mas o pai é firme e exerce um ato de vontade sobre o filho.
A alma humana
possui três áreas: a inteligência, a vontade e a afetividade (sentimentos). Elas
devem obedecer a essa hierarquia, deste modo, quando a pessoa sente dificuldade
em ir à missa é porque a afetividade está querendo sobrepor-se às demais,
porém, a sua inteligência sabe o que é o certo e determina à vontade, ordena à
afetividade que vá mesmo assim. Não se trata de hipocrisia. Quando uma parte do
indivíduo não quer ir à missa é justamente nesse momento que se vislumbra a
oportunidade de mostrar a Deus o quanto o ama, pois uma oração que é feita na
luta é uma oração que tem mais valor porque é feita sem a consolação. Nenhuma
das três áreas da alma devem ser excluídas da vida espiritual, mas elas devem
obedecer à hierarquia. A inteligência é a área usada para o ato principal da
vida espiritual: a oração. A vontade também pertence à vida espiritual e quando
é ela quem comanda, a isso se dá o nome de devoção. Finalmente, quando a
afetividade (sentimentos) entram na vida espiritual ocorre a consolação.
Contudo, mesmo
que o indivíduo não receba consolações na vida espiritual, ou seja, quando ele
está passando por um período de aridez, de deserto, não deve desanimar, pois
esta é a área que está mais em contato com o corpo e, portanto, não é tão
sublime. Neste momento, a vontade deve vir em socorro da afetividade e o
indivíduo deve perpetrar atos de devoção em que, mesmo não sentindo grande
consolação, os gestos concretos de vontade por ele realizados, ajudarão o
intelecto, a razão, a parte superior de sua alma a prestar o culto a Deus.
Aquele culto referido por São Paulo como logiké latréia, ou seja, uma adoração
lógica, do Logos, um culto espiritual em que o indivíduo dobra sua inteligência
diante da sabedoria infinita de Deus para pedir a Ele tudo aquilo que convém
para a salvação da própria alma e das outras pessoas.
Extraído de: https://padrepauloricardo.org/episodios/devo-ir-a-missa-por-pura-obrigacao
segunda-feira, 22 de junho de 2015
A Ideologia de gênero é contrária ao plano de Deus - catequese do Papa Francisco
Postado Por
Unknown,
AS
13:16
O site ACI/EWTN
Noticias publicou nesta quarta-feira (15/04/15) as
palavras do Santo Padre em sua habitual catequese na qual ressaltou que a
criação do homem e da mulher, com o sacramento do matrimônio, são “um
maravilhoso dom que Deus instituiu à humanidade”.
Antes de começar o seu
discurso, o Papa explicou que “esta catequese e a próxima serão sobre a
diferença e a complementariedade entre o homem e a mulher, que estão no vértice
da criação divina; as duas catequeses que seguirão depois serão sobre outros
temas do Matrimônio”. Durante a sua explicação, o Papa Francisco denunciou a
ideologia de gênero ou teoria do gênero e mostrou uma série de preocupações que
se derivam dela. Pedindo a todos os fiéis e principalmente às famílias que
mostrem a beleza da aliança entre o homem e a mulher, animou a vivê-la “para o
bem”. O Papa começou recordando o Livro do Gênesis, onde lemos que Deus, depois
de ter criado o universo inteiro, “criou o ser humano à sua imagem: criou-os
homem e mulher.” Francisco sublinhou que “a diferença sexual está presente em
muitas formas de vida. Não só o homem e nem só a mulher são imagem de Deus, mas
ambos, como casal, são imagem de Deus Criador. “Isto nos diz que não só o homem
tomou em si a imagem de Deus, não só a mulher tomou em si a imagem de Deus, mas
também o homem e a mulher, como casal, são imagem de Deus”.
Portanto, a diferença entre
eles tem em vista a comunhão e a geração, e não a contraposição nem a
subordinação. “Somos feitos para ouvir-nos e ajudar-nos reciprocamente. Sem
esse enriquecimento recíproco, não se pode entender profundamente o que
significa ser homem e mulher”, disse o Papa. Continuando, disse que “a cultura
moderna e contemporânea abriu novos espaços, novas liberdades e novas
profundidades para o enriquecimento da compreensão destas diferenças”, mas
denunciou que “introduziu também muitas dúvidas e muito ceticismo”. Depois
enumerou uma série de exemplos: “Pergunto-me, por exemplo, se a chamada teoria
do gênero não é expressão de uma frustração e resignação, com a finalidade de
cancelar a diferença sexual por não saber mais como lidar com ela. Neste caso,
corremos o risco de retroceder”, alertou. “A eliminação da diferença, com
efeito, é um problema, não uma solução. Para resolver seus problemas de
relação, o homem e a mulher devem dialogar mais, escutando-se, conhecendo-se e
amando-se mais”. Aliás, “devem tratar-se com respeito e colaborar com a
amizade”. E “com estas bases humanas, sustentadas pela graça de Deus, é
possível projetar a união matrimonial e familiar que dure para a vida inteira”.
“A união matrimonial e familiar é algo sério, não só para os cristãos, é para
todos”, assinalou.
Nesse sentido, exortou os
intelectuais a que “não abandonem este tema, como se fosse algo secundário pelo
empenho em favor de uma sociedade mais livre e justa”. “Deus confiou a terra à
aliança do homem e da mulher: a falência desta aliança gera a aridez dos afetos
no mundo e obscurece o céu da esperança”. “Os sinais são visíveis e
preocupantes”, disse, indicando duas reflexões que merecem atenção: A primeira,
relacionada à importância da mulher e seu papel na sociedade. Sobre isto
manifestou que “sem dúvida devemos fazer muito mais a favor da mulher, se
queremos dar mais força à reciprocidade entre homens e mulheres. É necessário,
de fato, que a mulher não seja somente mais ouvida, mas que a sua voz tenha um
peso real, uma autoridade reconhecida na sociedade e na Igreja. O Pontífice
citou como exemplo o modo como Jesus no Evangelho considerou as mulheres num
período em que eram relegadas a segundo plano: “Em um contexto menos favorável
que o nosso, manda uma luz potente, que ilumina um caminho que leva longe, do
qual percorremos somente uma parte”, trata-se pois “de um caminho a
percorrer-se com mais criatividade e mais audácia”.
A segunda reflexão diz
respeito ao tema do homem e da mulher criados à imagem de Deus. “Me pergunto se
a crise de confiança coletiva em Deus não estaria relacionada à crise da
aliança entre homem e mulher, já que a comunhão com Deus está intimamente
ligada à comunhão do casal humano. O Pontífice esclareceu que a Escritura “nos
diz que a comunhão com Deus se comprova na comunhão do casal humano e que a
perda da confiança no Pai celeste gera divisão e conflito entre o homem e a
mulher”. Eis então a grande responsabilidade da Igreja e de todos os fiéis e
das famílias cristãs para redescobrir a beleza do projeto criador que grava a
imagem de Deus também na aliança entre o homem e a mulher”. O Papa concluiu
dizendo que “a terra enche-se de harmonia e confiança quando a aliança entre o
homem e a mulher é vivida no bem. Jesus nos encoraja explicitamente ao
testemunho desta beleza, que é a imagem de Deus”, concluiu o Papa.
Por Álvaro de Juana
Fonte:http://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-a-ideologia-de-genero-e-contraria-ao-plano-de-deus-10716/
Fiquem com Deus!
A Paz de Cristo!
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